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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Sobre a proibição do burquíni nas praias francesas

 

O tema hoje é controverso, bem sei, mas só o é por ter a ver com a religião muçulmana. Caso contrário, seria muito simples... Duvidam?... Vamos a ver, então... É muito fácil: troquem a muçulmana por uma cigana com saias até aos pés, por exemplo, e vão lá dizer-lhe que tem que estar de biquíni na praia... Já soa diferente...? Mas vamos ver mais exemplos...

 

O país que em 1789 fazia a sua revolução com base na "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", já tinha vindo anteriormente proibir o uso do véu islâmico, a "kippa" judaica e as cruzes cristãs em vários sítios, como escolas, há já há bastante anos. Na altura aquilo me pareceu um bocado radical. Afinal de contas, há símbolos que representam diferentes coisas para religiões ou fora delas e as fronteiras entre o que é estritramente religioso, estritamente cultural ou estritamente de conduta são muito ténues, quando não entram grosseiramente pelo território umas das outras.

 

A não ser quando estamos perante um regime didatorial em que as três realidades são as mesmas e ditadas por um único caudilho, como em "Deus, Pátria e Família", que exemplifica bem isso. Numa sociedade que se diz democrática, tal propósito de demarcação é impossível.

 

Imaginemos esse exemplo da escola. Ou há um códido de conduta de apresentação estanque em que haja um uniforme igual para todos e não sejam permitidos quaisquer outros adereços (inclusive os corporais, como tatuagens) ou vamos ter problemas. Exemplo: o véu islamico é proibido, mas um boné ou gorro não? A cruz é proibida, mas e se estiver tatuada como parte de uma imagem de um grupo de heavy metal? Usar a "kippa" é desrespeitoso, mas ir de calças rasgadas não é...? Etc, etc.

 

Repito, numa sociedade que se proclama democrática, pelo menos numa escola pública, tal distinção seria uma utopia. O mesmo se aplica ao resto da sociedade... Já dei o exemplo da cigana. Dei-o porque é o mais flagrante. Mas vou dar outro. Um que seja transversal a qualquer português...

 

Imaginem que vão de férias para Nice com a vossa avozinha de 80 anos. Estão a imaginá-la de fato de banho na praia...? Garanto-vos que não era a minha... Ela recusar-se-ia a tal proeza e asseguro-vos que não sabe nada de Alá... Iam privá-la de gozar a praia, algo que é público...? Ou violentá-la ao obrigá-la a vestir um fato de banho...?

 

Em última análise, o que acontece a estas mulheres muçulmanas que não podem usar uma indumentária mais ocidental? Já pensaram? São ainda mais excluídas, porque vão ser obrigadas a permanecer fechadas em casa. Ou seja, aqui os evoluídos dos ocidentais que berram pela liberdade a qualquer custo, acabam por ser iguais ou piores que o que criticam, porque excluem e porque têm dois pesos e duas medidas para culturas, povos e crenças diferentes.

 

E aqueles fatos térmicos dos surfistas? Também os vão excluir? É que, na essência é a mesmíssima coisa, já pensaram...? (descubra as diferenças...)

 

Estas atitudes só potenciam o ódio entre os povos e fazem com que haja mais empenho em diferenciarem-se dos ocidentais para vincar bem o que nos separa. Será que somos assim tão diferentes...? Será que a importância que foi dada a uma mulher vestida com um fato térmico de surf é que vai resolver o terrorismo...?

 

Por último, deixo aqui um pequeno filme de 9 minutos para ajudar a refletir sobre o assunto. Está em espanhol e com legendas em inglês que é para facilitar a compreensão. Como deve ser... Pluricultural...

 

 

Me gusta: Paleta «Vice» (4) da Urban Decay

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 Escrever que gosto muito da Urban Decay já virou repetição...Na verdade, gostar é pouco."a 'mina" ama de coração. Produtos de alta qualidade, bem pigmentados, com cores lindas e exuberantes e embalagens sempre atraentes e diferentes. As próximas linhas são manifestação de puro prazer.

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Embalagem 1: design inovador e moderno. Na parte frontal temos a reprodução do desenho da caixa interior e na traseira, todos os nomes e as cores que a compõem.

 

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Embalagem 2: uma bolsa protetora que podem utilizar para fazer desta paleta vossa companheira de viagem e que vai proteger as sombras de batidelas e afins. Também podem usar para outros fins, se não quiserem arriscar a viajar com ela.

 

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Embalagem 3: linda de morrer, 'né? Cheia de relevos cujas cores vão sendo alteradas, de acordo com a luz que recebem. Mais linda, impossível.

 

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Antes que me esqueça, comprei esta preciosidade na Sephora. Já não me lembro bem quanto paguei (até porque utilizo sempre aqueles descontos dos 20 ou 23%) mas o preço normal deve andar pelos 55€. Traz 20 sombras fantásticas e um pincel com um lado aplicador e outro para esfumar. O pincel é a única coisa de que não sou fã nº. 1, embora também o use, por vezes.

 

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 São 20 cores de sombras com textura matte, cintilante e shimmer e cores diversificadas que alternam entre neutras e bem coloridas, dando, por isso, a capacidade de criar visuais tanto para o dia, como para a noite.

 

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 As únicas sombras que poderiam ter uma melhor qualidade são as shimmer, porque esfarelam um bocadinho, o que é uma pena.

 

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A paleta também traz um espelho enorme na tampa que pode ser bem aproveitado, sobretudo se estivermos em viagem.

 

 

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Já repararam nos nomes das sombras? Alguns são bastante engraçados, até.

 

 

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Aqui ficam os swatches de cada uma delas, por filas. Adicionei os nomes de cada uma.

 

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Cada uma das sombras traz 0.8 gramas de produto, o que pode parecer pouco, mas vai durar imenso tempo.

 

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Em geral todas as cores são muito macias e de fácil aplicação, sem deixar resíduos ou partículas fora da pálpebra.

 

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Este é o tal pincel que não uso muito, mas, para um desenrasque... sempre aplica e esfuma.

 

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Por último, a lista de ingredientes geral e sombra a sombra:

 

Urban Decay Vice 4 Eyeshadow Palette

Urban Decay Vice 4 Eyeshadow Palette

Reeditando "antiques": «Atirar-se ou não se atirar? Eis a questão!»

 

Não, não estou a falar da ponte 25 de Abril, nem da ponte D. Luís ou tão pouco de outras pontes físicas. Não falo de suicídio, embora, muitas vezes, o facto de se atirar conduza a um imperfeito suicídio, daqueles que a deixa entre a vida e a morte, sem uma definição exacta, como que em estado vegetal…

Falo de atirar-se ou não a uma relação. Toda a gente chega a um ponto em que fica “como o bêbado em cima da ponte”, ou seja, não sabe se há-de entregar-se ou retirar o seu exército do campo de batalha relacional. (E estou a referir-me apenas a uma pessoa, quando há mais que uma por onde escolher, aí… é o fim da picada… ui).

Há muitas maneiras de se chegar a um estádio destes. Conhece uma pessoa há algum tempo, é sua amiga e agora as coisas começam a evoluir noutro sentido e não sabe se é por aí que quer seguir; um dos seus esqueletos do passado volta com atos românticos e provas dadas de mudança (será???!!!) e sente-se tentada a perdoar; um daqueles seus amigos coloridos começa com sugestões mais sérias e não sabe se é isso que quer; farta-se da vida de borga e noites perdidas e decide que já é tempo de “assentar arraiais”com alguém, mas não tem a certeza de querer perder a sua dourada liberdade; ou, simplesmente, está apaixonada e quer algo mais que isso.

Depois há outras situações mais tristes, tipo: a sua mãe e a sua avó não param de lhe pedir um descendente; as suas amigas estão todas ocupadas e não tem com quem sair; já passou dos 30 e acha que é altura de casar; procura incessantemente a figura do pai que não teve num homem, etc, etc. Nestes casos, esqueça. Atirar-se de uma qualquer ponte abaixo será, com certeza, mais proveitoso.

Se não é um caso de desespero, então é natural a questão martelar-lhe na cabeça: “atiro-me ou não?”

Estas coisas do amor têm muito que se lhe diga. Se pudéssemos simplesmente escolher a pessoa certa para nós, por exemplo, num catálogo, sem termos de nos magoar e sem medo do engano, era tudo mais simples. É que as pessoas não se conhecem verdadeiramente a si próprias, quanto mais aos outros?! E, por muito que se conheça, quem nos garante que nós (e os outros) não mudem? Meus amigos… as pessoas não são como as coisas. Não trazem garantia, nem prazo de validade. É preciso arriscar. Já dizem os antigos que “quem não arrisca não petisca” e olhem que têm muita razão.

Ainda por cima, o amor é o contrário da razão. Racionalizar o amor é um perfeito disparate e tira o sabor das coisas. Perde a piada, o mistério, a aventura. É impossível ter os dois. Já dizia Fernando Pessoa em relação à pobre ceifeira: “quem me dera ter a inconsciência dela e ter a consciência disso”. É um paradoxo. Ou se é consciente ou não se é. Ponto final e parágrafo.

Agora, o amor também não tem, necessariamente de ser a roleta russa. Não vá atirar-se nos braços do primeiro caramelo que aparecer a fazer-lhe juras de amor, mesmo que tenha a aparência de um Brad Pitt e a lábia de um José Sócrates. Depois acontece como aos portugueses: das promessas nem vê-las, embora as fodas fossem de mestre…

Nesse caso, o que fazer? Ficar eternamente à espera do príncipe encantado? Nem pensar! Mais depressa o cavalo branco virava o Brad Pitt, ou seja, isso é um mito.

Aceitar um homem porque ele até é um gajo fixe e gosta muito de nós? Também não. E o resto? Não confundir homem com amigo.

Ficar com um homem só porque há muita química? Também não. Erro oposto. E quando precisar de alguém que a apoie?

Como pode ver, não há a fórmula mágica, a não ser que confie numa boa cartomante e ela lhe consiga verdadeiramente vislumbrar o futuro. Mas como eu continuo a achar estranho elas não adivinharem os números do euromilhões… não sei se será ideia.

A magia está em si. Tem que fazer uma pergunta muito importante a si própria e não é se conseguirá viver com aquele homem. É exactamente o oposto: consegue “viver” SEM aquele homem na sua vida (e isto não como amigo, mas como homem)? Se a resposta for não, então, acho que é de se atirar. O resto, logo se vê. De que adianta viver uma vida sem emoções, sem sentimentos? Será preferível não amar e não se entregar, só para não sofrer?

Cada um sabe de si, mas eu, pessoalmente não sei viver sem emoções. Nesse caso tinha encarnado animal. Já que encarnei humana, há que gozá-lo. Claro que fdp e afins são de evitar, mas sem esses vivemos nós muito bem…

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