Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Séries: «Las chicas del cable»

 

Acabei de ver recentemente a primeira temporada desta série, com muita pena minha com somente oito episódios. No entanto, uma segunda temporada foi já anunciada. Trata-se da primeira série original da Netflix produzida em Espanha: «Las chicas del cable».

 

 

É uma série de época protagonizada por Blanca Suárez, Ana Fernández, Maggie Civantos e Nadia de Santiago.

 

Passa-se nos anos vinte de Madrid, mais concretamente em 1928, à volta da vida de quatro jovens mulheres que trabalham na moderna companhia telefónica como telefonistas, numa altura em que estas eram necessárias para fazer uma ligação telefónica. Por isso é que são "as raparigas do cabo".

 

 

A série faz um bom aproveitamento histórico cultural utilizando, quando possível, os locais verdadeiros onde se passa a ação na bem conservada Madrid atual que trata muito bem dos seus edifícios históricos. No entanto, embora o faça não gira à sua volta. O enfoque é dado às vivências pessoais das personagens que "aproveitam" (por assim dizer) o contexto em que estão inseridas.

 

A opressão das mulheres e a política também está sempre presente na história que, claro, também tem uma história de amor. Ao longo da trama, cada uma destas mulheres, à sua maneira, busca uma forma de se libertar de vários tipos de coisas ou pessoas, sejam elas um pai opressor, um marido traidor e violento e o machismo que caracterizava a sociedade da altura (tanto no trabalho como em casa) ou mesmo as lembranças de um passado irrepetível (entre outros).

 

Abordam-se também temas mais polémicos, como a homossexualidade e o amor a três.

 

«Las chicas del cable» conta, ainda, com humorismo, especialmente nas personagens de Pablo e Marga .

 

A única coisa que não percebi muito bem foi a razão da banda sonora estar descontextualizada da época com versões de músicas mais tecno e em inglês. Era escusado e corta um pouco a aproximação à história.

 

 

Lip gloss «Dior addict fluid stick» 639

IMG_20170514_123755.jpg

 

Hoje trago-vos um dos meus "xodós". Trata-se do Lip gloss «Dior addict fluid stick», na cor 639, que com o solzinho já apetece usar. Puro luxo, logo a começar pela belíssima embalagem e originalidade do design que apresenta.

 

IMG_20170514_123811.jpg

 

O aplicador tem esta forma em bico para podermos delinear os lábios com a ponta e os preenchermos com o restante.

 

IMG_20170514_123851.jpg

 

A cor é altamente pigmentada e tem um brilho maravilhoso. É como se fosse uma mistura entre gloss e batom. E não "atrai cabelos" como a maioria destes produtos. A duração também é muito boa, outra coisa não seria de esperar de um produto da Dior...

 

IMG_20170514_123858.jpg

 

Este produto não contém cera, mas antes água para uma leveza máxima, por isso com apenas uma camada fina é obtido o efeito desejado. É um bom produto para quem costuma ter os lábios secos.

 

IMG_20170514_123742.jpg

 

Agora, vem a parte má... Quanto ao meu, para não variar, comprei-o numa promoção da «Perfumes e Companhia». Fora de promoções, o preço mais baixo que vi na internet é no Fapex por cerca de 29 €, mas a qualidade é inegável...

 

 

 

Sobre o Festival da Eurovisão...

 Pois é, caríssimos... Portugal participa no Festival da Eurovisão desde 1964... Já lá vão uns anitos, não...? Claro que, nessa altura aqui a "je" ainda não era nascida, mas isso não impede que se conheça a música que foi produzida nesses anos e que é lembrada até aos dias de hoje... Nomes de intérpretes como Tonicha, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho, Madalena Iglesias e, claro, a grande Simone de Oliveira, entre outros, ficarão para sempre associados a esse grande evento, bem como as composições e letras fantásticas de muitos, como o enorme José Carlos Ary dos Santos. Em tempos em que era perigoso ser artista, pois a censura era apertada, conseguia-se, ainda assim, passar mensagens (ainda que metaforicamente) como na canção «Tourada», cantada por Fernando Tordo... ou em versos como "milho vermelho" (com conotação comunista) na «Desfolhada Portuguesa» ou até versos muito polémicos para a época como "quem faz um filho fá-lo por gosto"... Os poemas, sim... os POEMAS que se escreviam como letra dessas músicas intemporais eram simplesmente riquíssimos e não as algaraviadas que se foram escutando mais recentemente... Ah, e os cantores, eram, de facto, cantores e não uma espécie de "gritadores profissionais" ou "declamadores musicados" ou outra coisa qualquer... Aqui fica o exemplo do Paulo de Carvalho, com uma das músicas que, aliás, serviu como um "sinal" para a revolução do 25 de abril:

 

 

Mas as minhas memórias de infância levam-me ao ano de 1981 e a Carlos Paião com o tema «Playback». Um excelente compositor, que morreu prematuramente, mas cujo legado deixou até hoje. Jamais me esquecerei das suas músicas e da sua postura. É a primeira música de que verdadeiramente me recordo. Naquele tempo, o Festival da Eurovisão (à semelhança da abertura dos jogos olímpicos) era um grande evento. O país parava para ver. Em minha casa jantava-se cedo e ali ficávamos a ver e a opinar, claro, tentando adivinhar o que aquelas letras em línguas esquisitas quereriam significar. A Espanha dava-nos sempre uns pontitos como bons "nuestros hermanos" e nós retribuíamos. Faziam-se uns mini filmes (que podiam promover os respetivos países) e informavam sobre os intérpretes e o tema das músicas e vestia-se a rigor nas apresentações. Ah, e a orquestra estava lá e via-se, com destaque para os respetivos maestros.

 

 

 E depois vieram as Doce que trouxeram a irreverência ao Festival, a Dora, a Adelaide Ferreira, a Nucha, a grande Dulce Pontes, a Sara Tavares, a Dina e muitos outros com prestações que foram oscilando na qualidade. Lembro-me que a última vez que realmente vibrei com o Festival com os Da Vinci e a sua canção "Conquistador". A partir da Lúcia Moniz desinteressei-me por completo. Fui-me apercebendo que no Festival da Eurovisão mandavam muitos interesses e muita politiquice e quando comecei a ouvir cantar os intérpretes numa língua estrangeira, foi a gota de água... Mas, enfim, achava eu que "a coisa" continuava a ser revestida por pompa e circunstância e que o evento se fosse mantendo mais ou menos fiel a um ritual cerimonioso, com um nível elevado...

 

 

Com toda a polémica que tenho ouvido este ano por causa do nosso representante Salvador, resolvi ontem dar uma olhadela ao evento... Felizmente para mim, não apanhei o programa completo, mas o que vi, bastou-me... Inicialmente, confesso, mantive a minha boca aberta por tempo indeterminado, perguntando-me a mim própria se o que estava a ver era, de facto, o Festival da Eurovisão...

 

Para começo de conversa, tive que me atualizar na geografia... não sabia que a Europa, agora, contava com países como a Austrália... o que é bom para quando quiser ir ver os cangurus, pois assim já não preciso de passaporte, sequer... E eu que pensava que a Austrália era do outro lado do mundo... Rai's partam as mudanças climáticas que até deslocam países!

 

Depois, foi impressão minha ou quase ninguém usou a sua língua materna?!!! Thanks God por me permitires perceber a canção do meu próprio país!!! Já agora, sugiro que, já que não é para cantar na língua do próprio país, que se institua uma língua única por ano. Ao menos, sempre era mais democrático...

 

A orquestra, nem a vi (muito menos maestros), mas ouvi claramente os sintetizadores, os "punch punch, catrapum" eletrónicos e afins, típicos da banda sonora dos carrinhos de choque... What the hell...?!??

 

As luzes e efeitos especiais dominavam tudo! Por momentos, até pensei tratar-se de uma arena marciana... Mais parecia um circo espacial com inspiração nos «Hunger Games» e nos videojogos, a julgar por alguns figurinos e adereços que pude observar. Toda a pompa e circunstância havia desaparecido... Mais uma vez, Salvador, obrigada por, ao menos, te vestires como um humano...

 

As músicas e as letras... bem... na sua maioria, pareciam referir-se a um qualquer universo paralelo saído da «Twilight Zone»... ou duma rave num local inóspito...

 

Posto tudo isto, meus amigos, estou-me completamente a borrifar se o nosso estimado intérprete tem tiques ou não, não vai a um barbeiro decente e usa roupas demasiado grandes para ele! De TODOS, destacou-se por cantar uma bela música, em português, com um bonito poema e com uma melodia que não feria os ouvidos! Agora, entendo toda a empolgação com o garoto! Conseguimos ter alguém normal no festival e não aquelas aberrações distorcidas com mil e um efeitos especiais, gritos, coreografias e figurinos mirabolantes! O Salvador foi lá cantar. E cantou! O mesmo já não se poderá afirmar da maioria... Portanto, este ano, pela primeira vez em muiiiitooosss anos, vou ver a final e torcer por uma das poucas canções europeias que lá hão de estar!

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Quantos somos no Facebook?

Seguir no bloglovin

Seguidores

Quantos andam aí?

Visitas

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Noi hablamos autres lenguas

subscrever feeds

Partilhar no Facebook

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.