Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Personalidades: Frida Kahlo

 Já que hoje é o Dia Internacional da Mulher (ridículo, se se achar que a mulher já está equiparada ao homem e necessário se lembrarmos todas as diferenciações que, por mais queiramos que já não existam, continuam a manifestar-se), decidi lembrar uma das mulheres que sempre me inspirou. Trata-se de Frida Kahlo, uma pintora surrealista mexicana que teve uma vida curta, mas extraordinária por diversas (boas e más) razões.

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 1907 e morreu em 1954. Descende de um alemão luterano e de uma católica de origem indígena e espanhola, sendo sempre mais próxima do pai, mas rodeada das suas outras três irmãs (e com mais duas meio-irmãs da primeira relação do pai), portanto, um universo maioritariamente feminino.

 Aos seis anos, ela teve poliomielite, a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida. Esta doença deixou uma lesão no seu pé direito, pelo que passou a usar calças e depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas pessoais.

Frequentou a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México, mas aos 18 anos sofreu um grave acidente, quando um veículo lhe perfurou as costas, causando uma fratura pélvica. Frida ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que ser operada diversas vezes a várias partes e reconstruir por inteiro o seu corpo, que estava todo perfurado. Tal acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais, e ela chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida).

Foi durante a convalescença que começou a pintar para ocupar o tempo, com um cavalete adaptado à cama.

Em 1928,entrou no Partido comunista mexicano e conheceu o muralista Diego Rivera, com quem se casou, pela primeira vez, no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita frequência temas do folclore e da arte popular mexicana.

Entre 1930 e 1933 passou a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com o marido.

 O casamento com Rivera foi bastante atribulado. Ambos tinham relações extraconjugais e embora o marido aceitasse as relações de Frida com outras mulheres, o mesmo não acontecia se fossem homens. As discussões e as separações eram frequentes e até com uma das suas irmãs o marido a traiu. No entanto, casaram-se por duas vezes, mas tinham uma relação completamente atípica para a altura e o local.Por último, acabaram por ter duas casas lado a lado, unidas por uma ponte, por onde passavam para se encontrarem, mas sem morarem juntos.

 Embora tenha engravidado várias vezes, nunca conseguiu levar a gestação até ao fim, por causa das mazelas sofridas por causa do acidente (que lhe causaram sempre dores acutilantes e constrangimentos de ordem vária), o que a levou, muitas vezes, a tentar o suicídio.

No entanto, Frida Kahlo acabou por morrer de pneumonia, embora também não se descarte a possibilidade de overdose por causa dos inúmeros remédios que tomava.

 Ela chegou a expor em Paris, em 1939. Embora fosse considerada uma pintora surrealista, Frida declarou: Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.

Por que é que esta mulher me inspira...? Porque apesar de todos os acidentes /doenças / complicações de saúde, ela resistiu. Ela fez e marcou a diferença, mostrando estar "muito à frente" no seu tempo. Não só como artista, mas como ativista política e como pessoa que vivia intensamente os seus sentimentos, na sua vida privada. Uma das frases dela era "Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?"

Se ficaram com curiosidade, sempre podem ver esse filme acima, que é protagonizado pela Salma Hayek. Não sendo 100% fiel à realidade, sempre dá para conhecer melhor a grande Frida Kahlo.

 Aqui fica o trailer:

 

Reeditando "antiques": «Romance»

 Decidi reeditar com nova cara alguns dos meus textos mais antigos que não conhecem. A maioria continua atual... Aqui fica o primeiro (retocado), que na época intitulei de «Romance».

 

Será que o romance morreu em pleno século XXI? Dois mil e dezasseis anos depois de Cristo, fora as incontáveis eras pré-nazareno, com as histórias dos amores dos próprios deuses pagãos (como Eurídice e Orpheu), Helena de Tróia e o príncipe Páris (versão VIP), Adão e Eva (versão bíblica), Ulisses e Penélope (versão ficcionada), de Cleópatra e Júlio César (e Marco António… - versão megalómana), Alexandre Magno e Hefastion (versão gay) e Maria e José (versão popular) …e isto tudo só antes d’ Ele… depois, é melhor nem começar. Ou é?

Era suposto este texto ser uma introdução para um tema muito mais prático e atual (de que não me esquecerei), mas agora que comecei, está a dar-me gozo (e pasme-se: nostalgia!) falar nestes assuntos. E porque não aprofundá-los? Vale a pena falar nisto, para ver se se acordam as alminhas que por este mundo circulam, cada vez mais mesquinhas, frias e vazias.

Ser romântico hoje em dia é praticamente um crime! É uma fraqueza de espírito (sim, porque do carnal não abrem eles e elas mão…), uma contranatura, um obstáculo, uma prisão, uma pieguice, uma burrice, uma perca de tempo, um entrave e, sobretudo, não é fashion. Ora, porra! Tirar o romantismo a uma relação é como saborear um rebuçado com o papel. Cambada de covardes!

Pois, meus amigos, este artigo vai ser um elogio a esses célebres casais de românticos que, pouco a pouco, se vão evaporando da nossa cultura de fast-foda, ups, fast-food.

E vou começar por aqueles que já referi. Orpheu, descendente da musa Calíope, apaixonou-se pela musa Eurídice. Acontece que a sua amada morreu, a fugir de Aristeu (outro pretendente). A sua dor foi tão forte e o seu canto tão comovente, que os deuses permitiram a Orpheu que a fosse recuperar aos infernos, com a condição única de não poder olhar para trás (e para ela) até sair dos infernos. Acontece que, nessa viagem de regresso aos vivos, ciumento com a incerteza do amor de Eurídice, olho-a para dissipar as suas dúvidas e perdeu-a para sempre.

Helena era esposa do rei Menelau e foi raptada pelo príncipe Páris e levada para Tróia. Por causa deste amor, o príncipe desencadeou a guerra do famoso cavalo de Tróia.

Adão e Eva, toda a gente conhece, certo? Os primeiros humanos criados por Deus. Graças à sedução de Eva, Adão come o fruto da árvore do “conhecimento do bem e do mal” e, portanto, estamos todos condenados, às custas do amor deles.

Ulisses casou-se com Penélope após não o ter conseguido fazer com a Helena de quem já falei (estão a ver como estas coisas são…?). Depois de ter participado na tal guerra de Tróia, a viagem de regresso a casa durou 20 anos (quase como aqueles que vão comprar tabaco…). Passou por muitas aventuras e desventuras nesses anos e resistiu até a Calipse (apesar de ter sido seu amante, mas isto são pormenores…). O interessante desta história é que a sua mulher, entretanto persuadida pelo seu próprio pai a casar novamente, conseguiu esquivar-se fazendo uma colcha que costurava de dia e desfazia de noite, pois só quando esse trabalho estivesse terminado se sujeitaria a novo matrimónio. E assim foi que se conseguiu manter fiel ao seu amado esposo.

Cleópatra… bem… esta consolou-se e não vou aos pormenores sórdidos, tipo, que naquela altura, no Egipto os irmãos se casavam… Bem, ela teve o melhor de Roma, que é o mesmo que dizer, nessa época, o melhor do mundo: Júlio César, que se apaixonou por ela quando esta se desenrolou dum tapete na sua frente e também após a morte deste, Marco António. Após os planos megalómanos do casal terem ido por água abaixo, suicidaram-se os dois. Trágico, mas bonito.

Segundo consta, o grande conquistador macedónio (Alexandre Magno) era… bissexual. E dizem as más línguas que o seu grande amor foi Hefastion, seu companheiro de armas. Pois é… e olhem que ele não era nada parvo para conquistar tudo o que conseguiu…

E o que dizer de José e Maria? O amor simples e forte de tal maneira que José permitiu e apoiou a gravidez da mulher do divino? Qualquer macho, não permitiria que a sua esposa tivesse um filho de outro fosse ele Deus ou outra coisa qualquer! Amor maior que este não deve haver mesmo!

Pronto, vamos para o d. C. , antes que me censure o Diácono… Que tal Pedro e Inês? O amor de um príncipe pela dama de companhia da esposa, que foi brutalmente assassinada pelos algozes do rei, nada satisfeito com a ideia da coroa portuguesa poder ir parar a Castela. (Mais uma oportunidade perdida. Se o raio do Afonso estivesse quietinho, talvez fôssemos todos espanhóis agora…). Pois o Pedrito não ficou nada contente com o assunto e matou brutalmente os assassinos da amada e até consta que depois de morte a coroou rainha (nem assim serviu para sermos espanhóis…).

Não poderia deixar de falar de Romeu e Julieta. Apesar das suas famílias serem rivais, os jovens apaixonam-se. Acontece que, naquela altura ainda não havia os C.S.I. e devido a pensar que Julieta estava morta, Romeu bebe um frasco de veneno. Quando este começa a fazer efeito, a amada desperta do seu sono e assiste à sua morte. Incapaz de resistir à dor, também ela se suicida com uma espada. Tudo morto. Assim é que é... O mais interessante depois de tudo isto é que os tinhosos dos familiares, depois desta confusão toda, fazem as pazes. Ainda bem que é ficção do Shakespeare, se não, eu mesma os matava.

Marilyn Monroe e eles. Bob ou John Kennedy?, entre outros, como Arthur Miller e Joe DiMmaggio. Falemos do mais controverso. A star e o presidente dos E.U.A., que por acaso era casado com a Jacqueline… que veio a ser Onassis (outro casal famoso) e que foi traída com a não menos famosa Maria Callas. Pronto, de enfiada falei de uns poucos.

Grace Kelly e o príncipe Rainer. Ela actriz holywoodesca e ele príncipe do Mónaco. Amor tipo filme. Infelizmente, como foi real, ela morreu num acidente de carro prematuramente e ainda deixou os filhos que conspurcam a memória dos pais com as cenas escandalosas da sua vida privada. Salve-se a Caroline, ao menos…

Barbie e Ken estarão para sempre ligados à minha infância. O casal perfeito. Ela tão bonita e ele tão jeitoso. E não é que já depois de crescida, os cromos da Mattel se lembraram de lhes fazer o divórcio?! E arranjar outro para o lugar do Ken? O surfista australiano Blaine! E que, como o loiro não vendeu, a Barbie vai voltar para o Ken?! É o fim! O que vale é que ela continua linda e loira!

Bonnie e Clyde também são famosos pelo seu amor e… pelos seus assaltos. Ao menos esses juntaram o útil ao agradável. Morreram juntos cravejados de balas da polícia…

Napoleão e Josefina: ele, outro grande imperador. Vivem um grande amor que acaba quando ela se torna estéril, divorciando-se Napoleão e desterrando-se ela para um castelo.

No tempo em que os papas tinham filhos (sim, não sabiam…?) Lucrécia Bórgia é filha ilegítima de Alexandre VI (aliás, ela chega a ser papisa por umas semanas que o pai passa em Nápoles… e agora vem a igreja católica com estas tretas de celibato e afins…) e envolve-se amorosamente com os seus irmãos, entre outros, fazendo inclusivamente com que um irmão mate o outro e estes muitos outros. Se tiver um tempinho dê uma pesquisada na vida desta mulher, que, como verá, é mesmo muito interessante… Aliás já escrevi um artigo aqui sobre a série «Os Bórgia».

 

Porra! Agora que escrevi estas coisas todas chego à seguinte conclusão: mas que grandes confusões! Começa uma pessoa inspirada a discorrer sobre a grandeza do romance e acaba danada! Pensando bem sobre o assunto, realmente, esta coisa do romance não é nada fácil! Mais vale ficarem-se por um ramo de rosas e uns passeios pela beira-mar com a lua cheia!

Por outro lado, já Fernando Pessoa dizia: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!”…

 

Filmes: «Anna Nicole Smith Story» e a dita cuja

 Vi este filme quase "por acidente" e não, não vou falar de nenhuma obra-prima da 7ª arte... Mas vi-o e, apesar de tudo, confesso que sempre me intrigaram estas bonecas criadas para serem coelhinhas da Playboy. É que, debaixo do objeto sexual que se cria, existe uma mulher. Uma mulher verdadeira, com emoções, problemas e medos iguais a todas as outras. Não apenas aquele corpo perfeito, com mamas de silicone, carinha bonita e cabelo platinado. Elas respiram. São humanas, como todos nós e ah!... pensam também e cometem erros como qualquer outra mulher pode cometer, sem ser sexy e aparecer em revistas de mulheres nuas...

 

No tempo em que as mulheres apareciam nuas na Playboy (agora já nem aparecem, veja-se só como o mundo anda às avessas!) esta foi uma das coelhinhas que mais se destacou. Não só pelos argumentos inegáveis que apresenta a olho visto como por toda a sua história de vida... e de morte.

 

 

 Nasceu Vickie Lynn Hogan, no meio do nada, no Texas. Deixou a escola cedo e cedo também teve o primeiro filho, logo aos 16 anos. Cansada de viver miseralmente, mudou-se para a capital texana em busca do seu sonho de ser modelo e atriz. Desde pequena que idolatrava a Marilyn Monroe e a tentava imitar, ao ponto de o fazer na perfeição. Foi num clube de strip que conheceu o seu futuro marido de 89 anos, que lhe proporcionou estabilidade e segurança.

 

 Ela aceitou casar com ele mais tarde, já depois de ser conhecida pela Playboy. Amor verdadeiro ou interesse, who knows? O filme opta notoriamente pela primeira hipótese...  Depois de ele morrer, andou em guerra no tribunal com o filho dele por causa da herança. Até ela morrer (anos depois) o caso ainda não tinha sido resolvido, depois de ela ter sido humilhada e espezinhada em tribunal e o seu filho já crescido ter problemas em lidar com isso.

 

 

Ela chegou a fazer vários bons trabalhos, como a campanha para a marca Guess?, entre outros. No entanto, a sua dependência pela excessiva medicação, a depressão, a guerra no tribunal, a perseguição pelos media e o estado depressivo em que caíra o seu filho levaram-na à decadência, patente num reality show que protagonizou em que não podia estar pior.

 

 

Felizmente, ela ainda conseguiu recuperar a sua saúde física e mental e tudo pareceu melhorar quando ficou grávida da sua filha. No entanto, logo depois da bebé nascer, o seu filho (já de 20 anos) morreu com uma paragem cardíaca, três dias depois, no hospital onde estava para visitar a mãe e a irmã. Ela nunca mais recuperou, vindo a falecer 5 meses depois, tal como o filho, vítima de misturas de medicamentos acidentais, pois nenhuma droga ilegal foi encontrada nos dois.

 

 

Depois dela morrer, ainda houve uma verdadeira luta pela paternidade e guarda da filha (três possíveis pais e a avó), pois esta menina valeria milhões... Para além de ser filha dela (podemos ver aqui uma campanha em que com 6 anos já fazia para a marca Guess?), seria a herdeira da fortuna que ela nunca chegou a receber em vida do seu marido bilionário (e que nem a filha receberá, depois de uma batalha de 14 anos em tribunal). Afinal, até na morte ela não pôde estar em paz... E acabou por morrer nova como o seu ídolo...

 

 Quem quer ser Playmate depois disto tudo...? Not me... :)

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Quantos somos no Facebook?

Seguir no bloglovin

Seguidores

Quantos andam aí?

Visitas

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Noi hablamos autres lenguas

Partilhar no Facebook

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.