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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Por ser Dia da Criança... 5 séries da minha infância

 Como hoje é Dia da Criança, lembrei-me de ir ao baú e desencantar algumas das séries que eu via quando era mais pequenina. Não é que eu tenha crescido muito desde aí... (ainda bem...).

 

Bani e Flapi foi a minha série de eleição. Eu devia ter uns 4 ou 5 anitos e até tive a caderneta de cromos (a única que completei até hoje... obrigada, pais...) e ainda hoje tenho o disco em vinil com a música.

 

 

 "Bana e Flapi" é um anime de 1979, produzido pela Nippon Animation. A série foi inspirada no livro "Bannertail: The Story of Grey Squirrel " de Ernest Thompson Seton, publicado em 1922.

Na parte este dos E.U.A. vivia um esquilinho chamado Bana. Ele vivia na floresta com a sua família. Com a chegada da colonização houve um inevitável corte de árvores. O carvalho onde Bana vivia com a sua família foi cortado e assim perdeu a sua família.
Bana foi recolhido por um rapaz que o levou para a sua quinta e o deixou ao cuidado duma gata, que o criou.
Um dia deflagrou um incêndio na quinta e Bana foi salvo pela sua mãe gata da qual se separou na confusão.
Bana voltou ao bosque de onde viera e aí, graças aos conhecimentos adquiridos pelos homens, salvou os seu amigos dos perigos dos caçadores e de animais ferozes.
Conheceu também outros animais, como Flapi, o seu amigo Cleto, a Doninha, o Picapau, o avozinho Mocho, os divertidos ratinhos Não e Nem e muitos outros amigos.

A série estreou em Portugal em 1980. Aqui fica o genérico, cantado pelo Armando Gama:
 

 

 E como não falar do Sítio do Picapau Amarelo?...

 

 

O cenário principal é um "sítio", batizado com o nome de Picapau Amarelo, de onde vem o título da série, onde mora Dona Benta, uma velha de mais de sessenta anos que vive em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho como todos dizem e a empregada Tia Nastácia. Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília, feita por Tia Nastácia. Em um dos capítulos de Reinações de Narizinho, Emília começa a falar graças á pílula falante do Doutor Caramujo, um médico afamado do Reino das águas claras, um palácio que fica no fundo do ribeirão do sítio. Durante as férias escolares, Pedrinho, primo de Narizinho, passa uma temporada de aventuras no Sítio. Juntos, eles desfrutam de aventuras explorando fantasia, descoberta e aprendizagem. Em várias ocasiões, eles deixam o sítio para explorar outros mundos, como a Terra do Nunca, a mitológica Grécia Antiga, um mundo subaquático conhecido como Reino das Águas Claras, e o espaço exterior.

 

 

De seguida, apresento A Corrida Mais Louca do Mundo.

 Foi um dos melhores produtos dos estúdios Hanna-Barbera, com um grande sentido de humor e personagens muito carismáticas.
William Hanna e Joseph Barbera basearam-se no filme de Blake Edwards, "The Great Race", para criarem este desenho animado onde um grupo de personagens diferentes competia para vencerem cada etapa numa corrida onde tudo era permitido, e onde uma dupla se destacava, a do Dick Detestável (ou Vigarista no Brasil) e o seu cão Mutley (conhecido pelo seu riso) que faziam todo o tipo de trafulhices para vencerem.
 A série foi transmitida em Portugal pela RTP em 1985 na sua versão original legendada em Português.

 

Tinha de falar também na Abelha Maia, certo? Cujo disco também cá anda em casa, cantado pela Ágata e pelo Tozé Brito.

 

 

Maia é uma jovem abelha corajosa, divertida e curiosa. Após o seu nascimento, Maia e as outras jovens abelhas vão à escola para aprender todos os deveres e perigos das abelhas. Mas Maia só pensa em explorar a floresta e conhecer todos os seus habitantes e segredos. Apesar dos avisos da Professora Cassandra, Maia abandona a Colmeia para ir à descoberta da floresta na companhia do seu melhor amigo Willy. As aventuras de Maia são seguidas pelo gafanhoto Flip, pronto a ajudar.

A série estreou na RTP em 1978 com dobragem portuguesa. A segunda série passou na RTP no inicio dos anos 80, também com dobragem portuguesa.

 

 

E, por último... Tom Sawyer.

 

É uma série japonesa que foi introduzida em Portugal em 1986.

Tom Sawyer é um rapaz do campo, muito traquinas, que vive em casa da tia Polly, com o irmão Sid e a prima Mary. É com o seu melhor amigo, Huckleberry Finn, um rapaz pobre e preguiçoso, que Tom partilha as suas maiores aventuras. Os dois perseguem javalis, brincam aos piratas no Rio Mississipi, e estão constantemente a pregar partidas. No meio de tanta agitação, ainda têm tempo para namoros, conhecer o perigoso Joe o Índio, e procurar um tesouro perdido. Baseado no romance de Mark Twain, As Aventuras de Tom Sawyer estão cheias de emoção, amizade e diversão. (Há ainda alguma coisa de Tom Sawyer em mim...).

 

 

E aí estão cinco magníficas séries que vão ajudar a relembrar a criança que há em cada um de nós... Feliz dia!

Séries: «Devious Maids» (Criadas e Malvadas)

«Devious Maids» (traduzido para português como «Criadas e Malvadas») é uma das minhas séries preferidas. Uma das produtoras é Eva Langoria que ficou conhecida em «Donas de casa desesperadas» (de que falei aqui) por interpretar o papel de Gabrielle Solís. Uma das personagens desta série é interpretada por Ana Ortiz, que ficou conhecida na série «Betty Feia»). Na primeira série, o enredo desenvolve-se à volta da sua personagem, Marisol Suarez. O restante elenco principal também inclui participações em outras séries: Dania Ramirez, Roselyn Sánchez, Edy Ganem e Judy Reyes (como outras empregadas domésticas). Também podemos ver Susan Lucci, Rebecca Wisocky, Tom Irwin, Brianna Brown, Brett Cullen, Mariana Klaveno e Grant Show.

 

«Devious Maids» é inspirada na série mexicana Ellas son...la Alegría del Hogar. Trata-se de um grupo de criadas latinas, que trabalham para patrões da alta sociedade americana. Assim, tomam conhecimento de muitos segredos "sujos" e envolvem-se em mistérios e aventuras. Tal como em «Donas de Casa Desesperadas» a miséria humana e o drama são expostos através da ironia e do humor. Não admira que assim seja porque o criador das duas séries é o mesmo: Marc Cherry.

 

A série teve início em 2013 e já vai para a quarta temnporada (prevista ainda para este ano de 2016). Segundo consta, Carlos Ponce será uma das caras que entrará para o elenco da nova temporada. A própria Eva Langoria e James Dentan (Mike Delfino das «Donas de Casa Desesperadas») estarão como confirmados na nova série também. Aguardemos... Enquanto isso, a terceira temporada encontra-se em exibição no AXN White Portugal...

 

 

Séries: Os Bórgia

 Hoje venho falar-vos de uma das minhas séries preferidas. O que não faltam é motivos para venerá-la. Por onde começar...? Primeiro, trata-se de uma história baseada na História, ou seja, em factos reais. Esta família existiu e esta gente viveu mesmo assim. Claro que não tal e qual (até porque a esta distância histórica seria extremamente difícil comprovar muita coisa) mas, na generalidade. Não se trata de um retrato de uma família "qualquer", mas DA família. Mas já falarei sobre isso adiante.

 

Falando em História, todo o cenário, o guarda-roupa, o ambiente criado para servir de palco a esta intriga, também é excelente. Conseguimos "viajar no tempo" e viver esta época. Nota-se bem o trabalho (e o dinheiro) que com certeza foi gasto para aprimorar esta contextualização.

Outro dos motivos desta série é o elenco de atores escolhidos. Já viram quem é o Papa Alexandre...? Exatamente! Um dos melhores atores do mundo: Jeremy Irons. Só a presença dele já bastaria... mas o restante conjunto de atores também é muito bom.

 

 E a história? Qual delas?! É que esta família tem todas as histórias de todos os temas reunidas num só núcleo familiar... A história dos Bórgia sempre me fascinou. Papas com filhos? Amor e traição entre irmãos...? E até uma papisa...? Tudo se encontra aqui.

A religião, altamente conspurcada pela luxúria, ganância, assassínio e traição. Tudo, mas tudo o que não é cristão.

 

 

A política e as alianças militares através de casamentos de conveniência e de mortes por envenenamento.

A guerra e a disputa pelo poder, ao ponto de chegar ao fraticídio... Tudo isto na sequência de uma educação completamente contrária aos valores católicos...

 

 

As relações incestuosas entre irmãos, bem como outras derivantes sexuais como triângulos amorosos, libertinagem e até homossexualidade.

 

 

No fundo, a série vai ao fundo da condição humana: a dualidade do ser humano e mais que isso, o facto de ninguém ser totalmente bom nem totalmente mau, porque até a personagem mais negra é retratada como tendo um lado bom. No fundo, todos temos esses dois lados... Portanto, as personagens são trabalhadas até à exaustão. Não há aqui o bom, o mau e o vilão. Há, de facto, muita maldade, mas que não é apenas isso. Também tem o seu contraponto e podemos assistir e compartilhar dos conflitos interiores de cada um deles.

 

A série tem 3 temporadas (esteve no ar de 2011 a 2013) e foi filmada na Hungria. Acabou por ser cancelada e faltam muitas coisas. Algumas das críticas feitas foram principalmente à história entre Cesare e a irmão, Lucrécia. Na série aparece muito romantizada, quando, ao que consta, da parte da verdadeira Lucrécia não existia o mesmo sentimento. Assim, Cesare aparece mais suavizado do que na realidade foi (perseguiu e matou todos os amantes da irmã friamente), embora eu continue a achar que o seu lado sombrio está lá bem à mostra.

 

 Existem muito mais críticas sobre a veracidade de muita coisa na série, mas o facto é que também existem várias versões históricas sobre esta família. Já por si só é difícil "provar" o que acontece nos bastidores da vida, quanto mais há séculos atrás... Factos à parte (e não esquecendo que não se trata de um documentário, mas de uma série ficcionada) façam o favor a vós próprios de a ver. :)

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