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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

A tradição já não é o que era... o (triste) fim dos lançamentos de ramos nos casamentos

 Confesso que não tenho muita pachorra para ir a casamentos. Especialmente se forem daqueles que transformam este momento em circo. E ainda nos obrigam a fazer de partenaire... Mas, pronto, não vou estender-me (hoje) neste tema, porque quero falar de um assunto em concreto.

 

Graças a Deus, a maioria das pessoas que conheço até são racionais a este respeito e fizeram cerimónias sem serem enfadonhas. Melhor: a maioria dos meus amigos já se casou, divorciou e voltou a casar (ou a juntar) e, portanto, não tenho ido a muitos matrimónios, nos últimos tempos. Mas, cada vez mais, me tenho apercebido da presença muito forte do "negócio" e do marketing que estas coisas envolvem e cuja logística deve deixar qualquer casal já sem vontade nenhuma de se casar e à beira da falência, antes mesmo das verdadeiras adversidades económicas.

 

No entanto, uma das minhas partes preferidas destes eventos era o momento em que a noiva lançava o ramo às suas amigas solteiras (mais divorciadas, nos nossos dias) e que, supostamente, iria ditar qual seria a próxima blushing bride a dar o nó... Claro que qualquer pessoa com cérebro ativo e que já tenha assistido a vários casamentos sabe que isto é uma grandessíssima treta... De TODOS os que assisti até agora não só nenhuma das que apanhou o ramo foi a próxima a casar, como algumas até se separaram de com quem estavam...

 

Não sei se é uma cena psicológica (para as que andam desesperadas para arranjar alguém e até conheceram um jeitoso na boda que lhes piscou o olho) ou (para as que têm uma relação) uma forma de convencer o homem que "é desta" ou apenas por competição, o certo é que as melhores amigas, no preciso momento em que a noiva atira o ramo, convertem-se em acérrimas inimigas, tornando-se jogadoras de futebol americano fazendo autênticas placagens umas às outras, ou em basquetebolistas elevando-se do chão qual Magic Johnson, ou em simples guarda-redes em busca da bola num penalti, se o ramo for na direção do chão. Até há engalfinhamentos que resultam, não raras vezes, no ramo esfrangalhado...

 

Eu adoro assistir a esta manifestação pré-histórica porque me proporciona boas gargalhadas pelo ridículo da cena (quanto mais confusão, melhor). Portanto, fiquei consternadíssima por me terem privado desse momento de boa disposição num dos últimos casamentos em que estive. Era uma espécie de sistema de senhas e (segundo o que percebi) uma delas dava direito à chave que abria um cofre onde estava o ramo. Tudo muito civilizado e sem piada nenhuma. Bah... Volta, tradição!

 

Já agora, por falar em tradição, esta treta de se imitar os americanos e arranjarem "damas de honor" só para vestirem as amigas todas de igual é para garantirem que nenhuma vai sobressair em relação à noiva, certo? É que, para além dos vestidos que se escolhem não serem nada "por aí além", como é óbvio e evidente não assentam a todos os corpos de igual forma, devendo criar verdadeiros traumas a algumas... Já sabemos que é o teu dia, noiva! Vais ser sempre o centro das atenções. Escusas de enfeiar as tuas amigas, OK...?

 

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