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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Filme: «O diário da nossa paixão»

 Se não conhecem este filme, é obrigatório que o façam. Este é, sem dúvida, um dos filmes que mais me comovem. O mesmo se pode dizer do livro em que se baseou:

 

 Claro que já sabemos que as adaptações para o cinema são sempre diferentes dos livros e tal e tal... Portanto, vejam o filme e depois leiam o livro, que é o melhor, embora o filme esteja muito bem conseguido.

 

Já se sabe que apelidam o Nicholas Sparks de "pinga-amor" e que a escrita dele é comercial e etc, etc, mas eu estou-me a marimbar para essas tretas todas. O importante de um livro é que nos toque de alguma forma. Aliás, isto é extensível a qualquer forma de arte seja a escrita, o teatro, a música, a dança, a pintura e o cinema, claro. Que nos toque e que nos faça pensar.... e depois de isto tudo, que nos faça agir. Pronto, vou deixar estas teorias que cheiram a Brecht e voltar ao trilho.

 

Este filme fala-nos sobre o amor. O amor eterno. Aquele que ultrapassa tudo e supera o mais difícil... mas também aquele que incendeia, que nos consome, que nos faz sofrer... em suma... o amor.

 

No filme é-nos contada uma história já muito batida de um rapaz pobre e uma rapariga rica que se apaixonam e cuja relação é interrompida por causa dos pais dela. Mas não é só isso... é muito mais. Com Noah, Allie transforma-se numa criatura livre que toma as suas próprias opções e é respeitada por isso. Com o tempo de afastamento, ela acaba por encetar uma relação com outro homem, mas a imagem de Noah paira sempre na sua cabeça.

 

7 anos mais tarde, a vésperas do seu casamento, ela encontra-o e os dois revivem o que viveram e vivem o que ainda lhes faltava viver. Apesar das tentativas frustadas da mãe para que ela faça "a escolha certa" e se case com o seu noivo, ela escolhe a liberdade e fica com Noah...

 

O filme (e o livro) chamam-se assim porque se trata de um diário de Allie. Um diário que ela escreve sobre o amor deles à medida que vai ficando demente... A leitura dessas páginas onde está escrita a sua história vai trazendo miraculosamente Aliie à realidade, nem que seja por uns minutos...

 

E não me venham dizer a mim que este amor não existe. Existe, sim. O amor para sempre existe. Pode não ser para mim, ou para ti, mas que anda aí, anda. Ainda há uns dias presenciei a morte de uma senhora que estava casada há 60 anos com um homem que até cabelo arrancou de desespero por perder o seu amor. Eu estava perto e vi. Vi. Ele anda por aí... há que saber agarrá-lo na altura certa...

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