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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Filmes: «The Walk: o desafio»: um filme para ir ver ao cinema

 Não sou muito apologista de ir ao cinema. E tenho os meus motivos: tenho de sair do conforto do meu lar, do meu sofá (onde posso estar esparramada e de pijama e a comer o que me apetecer sem pagar um balúrdio), posso pausar o filme quando quiser (para ir ao WC, para ir buscar alguma coisa, atender uma chamada urgente...), a temperatura é a ideal (já cheguei a ficar doente por ir ao cinema, graças a parecer um forno ou o Pólo Norte...), posso chorar baba e ranho e rir-me como uma histérica à vontade, fica mais barato e, acima de tudo, vejo o filme sem qualquer tipo de distração. O que mais me irrita numa sala de cinema é o cabeçudo que fica mesmo à minha frente e tenho que estar sempre a esticar-me, o casalinho de namorados que não pára de falar, o cromo que não desligou o telemóvel e os ruminantes a comer pipocas e que esgravetam os baldes como suínos. Pronto. Dito.

 

 

Portanto, só vou ao cinema quando entendo que o tipo de filme vale mesmo a pena, especialmente, pelos efeitos especiais. Este requisito é mesmo o único em que o cinema ganha. «The walk» parece-me ser um filme que se enquadra na categoria "faz-lá-um-esforço-e-vai-ao-cinema-que-vale-a-pena". Não só tem um elenco de luxo, como a história é cativante e baseada em factos reais. A história (já previamente contada no documentário «O homem do arame» é acerca da aventurosa caminhada sobre um arame que o equilibrista francês Philippe Petit fez ilegalmente entre as Torres Gémeas, em 1974, quando ainda os dois arranha-céus estavam em fase de acabamento (e nem eram bem aceites pelos habitantes de Nova Iorque, pois consideravam-nos uns "mamarrachos").

 

 Como as Torres Gémeas já nem sequer existem, tudo teve de ser recriado através de programas de computador e "transpostado" para o filme, que está disponível para os espetadores no sistema Imax e 3D. Portanto, deve ser mesmo qualquer coisa de espetacular assistir a esta história no cinema, pois a realidade do irreal que estamos a ver (mas que já existiu, de facto, um dia) deverá proporcionar-nos uma expiriência fantástica. Aqui fica o trailler:

 

 Promete, não?...

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