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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Reeditando "antiques": «Como distinguir um gay de um metrossexual? – algumas propostas e considerações a respeito

 

Ora aí está uma questão bastante pertinente, nos dias que correm.

Está a amiga, muito entretida numa qualquer festa e conhece o homem da sua vida. Ele é tudo o que sempre sonhou: boa aparência, inteligente, culto, meigo e bem-humorado. Só existe um pequeno senão… é gay

Às custas dessa má experiência, começa a olhar de revês para tudo o que é homem que cuida muito da sua aparência, se vista extremamente bem, tenha umas gargalhadas algo histéricas e saiba cozinhar. Mas será que todos os homens que têm estas características são gays? E que os “feios, porcos e maus” é que são os másculos? Desengane-se. Se as coisas fossem assim tão simples, o mundo não era mundo. Os gays são como os hetero. Há de todos os jeitos e feitios. Desde os feios, porcos e maus, até aos que roçam o feminino e os que se tornam mesmo no feminino (transsexuais), ou os que se vestem de mulheres (travestis).

É que estas coisas têm muitas categorias e muitos segredos. A melhor maneira de os perceber é tornar-se amiga deles, coisa que recomendo. Tenho alguns, (muitos, mesmo, mais do que possa "parecer"...) e digo-vos uma coisa: até hoje são os únicos homens que nunca me desiludiram. E digo homens, porque, apesar de serem gays, a regra é não o deixarem de ser. Capish?

 

Ora, então, vamos começar por definir, da melhor maneira possível, as coisas: o que é um metrossexual?

A palavra metrossexual é nada mais nada menos que a junção de metropolitano e heterossexual, sendo o seu significado um homem urbano que cuida excessivamente da sua aparência, investindo em boas marcas de roupa, cabeleireiros (em vez dos costumeiros barbeiros - embora este conceito esteja agora a reviver), manicure, pedicure, estética a vários níveis, como cosméticos, depilação, bons perfumes, etc. Portanto, tudo o que a mulher socialmente sempre foi "forçada" a praticar, se se quiser considerar "uma fêmea na sua plenitude"... O primeiro destacado desta estirpe foi David Beckham. E agora? Vão dizer-me que o homem é gay? Casado com a Vitoria e pai de 3 filhos, fora a carrada de amantes que já teve (ou tem)? Não me parece… E mais: o gajo joga futebol. O desporto macho por natureza! (lolada...)

Quanto a gay, a palavra deriva do termo francês arcaico "gai" e designava uma pessoa alegre, espontânea, bem disposta. O seu significado evoluiu radicalmente nos EUA, passando a designar alguém que gosta de pessoas do mesmo sexo, homossexual, seja homem ou mulher.

O que pode acontecer é um gay ser também metrossexual. Agora, um metrossexual não é forçosamente um gay.

Já agora: sabe qual é o contrário de metrossexual? É o retrossexual. O gajo que gosta de futebol, cerveja, carros, etc. Talvez lhe possamos chamar o “macho latino”, aquele de “pêlo na venta”, o durão (não o Barroso, esse nem sequer teve tomates para levar o seu governo até ao fim…).

 

Agora que já chamámos as coisas pelos nomes, vamos a algumas considerações.

Há muita gente gay, hoje em dia. Mais do que você pensa e quem menos você espera. Acredite. Até parece que "está na moda"...

Outra coisa: quem “vira” não torna a virar. Já reparou neste pormenor deveras importante? Não conheço ninguém que tenha cruzado a barreira e tenha vindo de volta. Se fosse assim tão mau, havia antídoto. Mas ao que parece, nunca ninguém o tomou.

Claro que no meio disto tudo, ainda há os bi. Os que comem carne e peixe. Os bissexuais; estes, devem consolar-se, porque a oferta é sempre muito maior. Sortudos…

Dentro dos gays, existem os que sempre o foram e os que mudaram de equipa a meio do jogo.

A propósito disto, um pequeno parêntesis: não queira saber qual é a sensação de um ex nosso virar gay. É indescritível. Ainda por cima quando é um dos vossos amigos gays que vos conta como lhe deu a queca. E quando ele continua a fazer-se passar por hetero… dá uns nervos… parêntesis fechado.

 E ainda há os que fingem ser hetero (casados, com filhos e tudo) e são, na verdade, gays (frustrados, pois claro...).

Normalmente, os gays têm os seus locais muito próprios (já foi mais assim...). São os locais onde eles costumam caçar. É que o mundo deles é muito mais fechado que o nosso e, por norma, acabam por ser um pouco mais promíscuos, devido a isso mesmo. É como que um circuito.

Por outro lado, isso faz deles muito mais unidos. Ajudam-se muito. Qualquer coisa que seja precisa há sempre “uma irmã” pronta a ajudar. E nestes circuitos pára muita gente poderosa, pode acreditar. Muito poderosa, mesmo.

Mas isto não significa que os gays se fiquem pelas suas reservas de caça. Pelo contrário. Saltam delas muitas vezes, mas na maior parte das vezes é apenas para observar. Quando, por acaso, encontram alguém nesses locais que também seja gay, a abordagem faz-se de uma forma muito mais discreta, para que não haja “ondas”. Já as abordagens nas suas zonas são muito mais interessantes e criativas. Só vendo, mesmo.

 

A verdadeira questão: como distingui-los?

Podia dar-lhe algumas dicas que eles próprios me ensinam, tipo: “para veres se um homem é gay, pergunta-lhe o que ele tem nas mãos. Se ele virar e encurvar os dedos para cima é porque é.”

Na realidade, não me acredito nestas dicas. São piadas. Eu acho é que eles têm um faro próprio para se reconhecerem. Com a convivência, apanha-se este dom do faro, mas sempre em grau inferior. Até porque qualquer pessoa é um gay em potencial. É-se hetero até se tornar gay, certo? E este deslumbre dos homens por sexo anal, só pode querer indicar alguma coisa… (Ah!Ah!Ah!)

Portanto, o melhor sistema para não se deixar iludir por um gay, é juntar-se a eles. Vai ver que não dói nada, que são óptimas pessoas, como todos os outros e que aprende, de certeza, qualquer coisa com eles. Experimente.

 

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