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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Reeditando "antiques": «Estudo: como gostarias que uma mulher te abordasse numa discoteca»

 

Estimado público:

 

A ideia de fazer este estudo tinha como público-alvo as mulheres, embora se baseasse na opinião masculina. Durante o processo da inquirição à comunidade máscula, constatei, enfim, que a tal atitude máscula dos homens, atualmente, e sobre este assunto, se traduziu (na maior parte dos casos) numa indefinição total, num desconhecimento da matéria, numa incapacidade imaginativa gritante, ou seja, falando diretamente, a esmagadora maioria respondeu a este questão com um “Não sei”, “Eh, pá, nunca pensei no assunto” e “Sei lá!”…

 

A minha estupefacção foi assombrosa (desculpem-me o pleonasmo)! Então, não é suposto o macho saber muito bem o que pretende, em que condições e de que modo? Palavra de honra que nem queria acreditar no que estava a ouvir, ainda por cima, porque alguns dos questionados são, na minha opinião, das estirpes mais inteligentes masculinas que conheço! Mais: colocados perante a situação, nem sequer tiveram a capacidade de imaginar qualquer coisa… É claro que, por outro lado, isto vem explicar muita coisa…

 

O artigo surgiu, porque, na verdade, tenho verificado que cada vez menos vejo um homem engatar verdadeiramente uma mulher. Olham, estarrecem, até se aproximam, sorriem e depois ficam ali com aquela cara de parvos de “boi a olhar para o palácio” até que a noite acaba e cada um vai para o seu lado. Ainda pensei que isto se devesse ao facto de, hoje em dia, serem elas a “enfrentar o touro” e assim tomarem a iniciativa. Como não sou mulher de o fazer, resolvi tentar perceber como as outras o fazem e o que é que eles gostam de ouvir, mas, afinal de contas, o problema é muito mais profundo. O problema não está em nós, mulheres, mas neles!

 

Caramba, se a mim me perguntassem como gostaria que um homem me abordasse, podia, à vontade, dar logo uma série de respostas diferentes! Mas eles… só a tirar a “saca-rolhas” e mesmo assim… já vos conto as respostas que homericamente consegui obter.

 

Numa coisa todos eles concordam e eu também: em primeiro lugar tem que haver uma troca de olhares. Lógico: ninguém se vai “meter” com alguém que nem sequer olhe para a pessoa. Como diria P, “para se sentir que a outra pessoa pode estar interessada”. Muito certo.

 

Depois, segundo a mesma fonte, “um deslocar-se para o local onde se encontra o outro para estarem mais perto”. Continuo a concordar.

 

O passo seguinte poderia ser o de A: “Talvez um roço inocente enquanto danças na discoteca”. Aceitável. Até aqui tudo bem. Agora, começam as coisas engraçadas.

 

Quando pergunto a A o que se segue ao roço, A responde: “Então se o gajo ainda não olhou para a mulher enquanto ela se roça nele, e se continua a desviar o olhar, esquece. Ele é com toda a certeza paneleiro.” Começam aqui os problemas. A experiência diz-me que não é assim. Ou será?

 

Bem, a prova de que a conclusão de A não é verdadeira é o que H diz acerca disto mesmo: “se uma mulher se mete comigo de uma maneira descarada acho que é muito fácil e perde o interesse; pensaria logo que quer sexo”. Não me parecendo que H seja gay, aqui está um tipo de homem que é contraproducente à teoria de A. No entanto, quando insisto e lhe pergunto de que forma a mulher poderia acercar-se dele, responde: “apresentada por alguém”. Claro! É óbvio que a desgraçada há-de conhecer forçosamente algum ou alguma dos amigos/as dele e que naquele momento essa pessoa chave há-de estar ali. E se fosse o caso, já não o teria feito ela…

 

Para além do mais fiquei em pânico por um homem poder pensar que, se uma mulher se aproxima dele numa discoteca, obrigatoriamente ela está interessada em “mandar uma queca”. Perguntei-lhe então, por que motivo pensava ele assim. “Se uma mulher se sentir atraída no bom sentido terá de me conhecer; saber algo sobre a minha pessoa. Gosto de conhecer as pessoas naturalmente”.

 

Pois… muito bonito, partindo do princípio que têm amigos em comum e que esses amigos se apercebem da atracção entre os dois e resolvem agir…. Por quê conhecer uma pessoa fora do círculo de amigos não é natural? E por que carga de água tem a mulher de o conhecer primeiro e saber algo sobre a sua pessoa? Isso até sabe. Acha-o atraente fisicamente. Caso contrário, não estaria interessada. Não é suposto as pessoas conhecerem-se interagindo umas com as outras ou há para aí alguma empresa que se dedica a facultar essas informações, tipo: este ressona, aquele é do Benfica, o outro beija mal… (não é que era capaz de dar dinheiro…?!).

 

Depois, ainda tive uma resposta ainda melhor de E: “gostaria que virasse um gin em cima”. Dá que pensar… Eu, como mulher, não acharia piada nenhuma e acredito que o mesmo pense o sexo oposto. Que piada tem em ficar encharcado, a feder a álcool e com a roupa estragada. Provavelmente pensaria que o gajo estava com os copos… e já agora tinha de ser gin? Porque não bloddy mary? Era da maneira que marcava mais…

 

Para além disto e de outras coisas sem nexo nenhum, ainda houve o J que disse que gostaria que a mulher o elogiasse para “quebrar o gelo” (paleio de vendedor), mas não soube dizer o quê.

 

No meio de todo este absurdo, houve alguém (D) que disse alguma coisa interessante: “Sinto que estive ligada a ti noutra vida. Acreditas em outras vidas?” Se não, “Então, temos de aproveitar bem esta.”. Se sim, “Acho que foi na idade medieval…no tempo das conquistas… bem, realmente acho que temos uma relação desse tempo e tu foste a única coisa que deixei por conquistar.” Engraçado… Mas será realmente isto que os homens gostariam de ouvir isto? Depois de muito pensar, acho que se trata de um engate mais dirigido a elas do que a eles.

 

Resumindo e concluindo: mais uma vez não aprendi nada com os homens e, pior ainda, fiquei com uma ideia muito mais negativa desta espécie, porque constatei que nem sequer conseguem inventar qualquer coisa. Pelos vistos as invenções deles limitam-se às mentiras conjugais…

 

Portanto, tudo indica que só se tem duas opções: ou se espera que o macho tome a iniciativa, correndo o risco de passar noites a emboisbacar sem recompensa, ou se arrisca a ser tida como ninfomaníaca se tomar a iniciativa e a deixar sem resposta o visado, de tão admirado.

 

Ofereço-lhe ainda uma terceira via (aquela que eu normalmente uso): Ignore-os e divirta-se com as suas amigas a dançar. Se alguém a abordar, aja em conformidade com o sujeito. Se não, passou uma excelente noite com as suas amigas (e emagreceu alguns quilos, graças à dança) e isso é que é o importante. Os homens passam e as/os amigas/os ficam…

 

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