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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Reeditando "antiques": «Feios, porcos e maus… por que é que as mulheres gostam tanto dos “filhos da puta”?»

 

Antes de mais, peço sinceras desculpas às mãezinhas que os pariram. Em sua honra passo a abreviar “filhos da puta” para “fdp”. Não são elas as visadas deste artigo, não pretendo, de modo algum, insultar qualquer mãe.

 

 Na maior parte dos casos, quando se utiliza a expressão “fdp” nunca é para se injuriar a mãe, mas sim para se atingir o filho. Não há insulto que enfureça mais uma pessoa que este (refiro-me ao nosso país; na vizinha Espanha já seria outra coisa diferente). E até o insultado sabe que a ofensa é para si.

 

Havia que esclarecer esta situação, não vá dar-se o caso das associações familiares ficarem escandalizadas...

 

Neste caso, o fdp é um dos tipos de homem que existem. E um dos mais interessantes, por sinal. O seu relacionamento com as mulheres é um dos fenómenos mais intrigantes que o Universo tem para desvendar. Como já repararam, hoje estou armada em National Geographic ou em Science New,  ou algo do género.

 

Cá estou eu, qual Marie Curie, mas sem radiações. Já me basta os cagaços que apanho quando me cheira a algo estranho, por causa da indústria e das ameaças terroristas...

 

Vou, então, seguir o método científico para analisar esta pertinente questão.

 

1º - Observação de um facto:

 

Estou para conhecer a mulher que nunca tenha tido um fdp na sua vida. Todas as mulheres que eu conheço, já passaram por essa fase, (ou estão a passá-la) uma ou até várias vezes.

 

 

2º - Recolhimento de dados:

 

Os fdp são aqueles tipos que nos arruínam a vida. A maior parte identifica-se logo à vista desarmada. Há qualquer coisa neles que nos acende a luz de “perigo” na mona, como um anúncio de néon a piscar. Mas nessa altura, o cérebro hiberna e é o corpo e o coração com a batida mais forte, que nos comanda. Mais tarde (demasiado tarde) apercebemo-nos do quê.

 

Outros existem que são menos óbvios e não revelam imediatamente a sua natureza. Camuflam a sua realidade com motivos românticos e apaixonados. Mas, como tudo, “um dia, a merda vem ao de cima” e só aí pomos a mão à cabeça.

 

Sejam evidentes ou disfarçados, mesmo depois da apreensão deste facto, a maioria das mulheres continua a preservar este esqueleto no seu armário. Como uma traça em direcção à luz, lá andamos nós, com os nossos humores todos alterados, a sucumbir aos encantos e desencantos desta espécie. Mesmo quando toda a gente nos diz que o gajo não presta e nós mesmas sabemos, não conseguimos largar esta droga.

 

 

3º - Formulação de um problema:

 

Por que é que as mulheres gostam tanto dos fdp?

 

 

4º - Proposta de uma hipótese:

 

Será que é o nosso instinto maternal que prevalece neste tipo de relações? Passo a explicar. Ninguém no seu pleno uso das faculdades mentais quer um fdp na sua vida. Problemas já nós temos. Para quê aumentá-los? Sendo assim, porque teimamos em adotar um gajo destes? Provavelmente é mesmo essa a questão. Nós adotámo-lo. Em vez da relação homem/mulher passamos a ter uma relação homem/mãe. Convencemo-nos a nós próprias que connosco vai ser diferente, que ele vai mudar. Pior ainda, que nós o vamos fazer mudar. Erro crasso… um fdp nunca muda. Quando muito, disfarça, se lhe convier. Mas nós não queremos admitir que essa mudança não está ao nosso alcance e, como tal, persistimos no engano, sendo nós as únicas prejudicadas. Tal como uma mãe nunca desiste de um filho, também nós teimamos em conseguir “recuperá-lo”. Do género, “ele até nem é má pessoa, tem é alguns defeitos… mas isso muda.”.

 

Curiosamente, quando a relação já é longa e há contacto com a família dele, a própria mãe costuma aliar-se a nós. No fundo, também ela tem esperança que ele “assente” e “ganhe juízo”.

 

Estas jogadas de bastidores só servem para enfurecer ainda mais o rapazinho, que, norma geral, detesta ser controlado e, assim, passa a sê-lo em dobro.

 

 

5º - Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da hipótese:

 

Ora, bem. Após longas conversas com mulheres, constato que cada uma das suas experiências converge com a hipótese levantada.

 

a) A maioria ainda não é mãe.

 

b) A maioria era solteira, quando teve um fdp.

 

c) A maioria teve mais de um fdp.

 

d) A maioria foi alertada para o tipo de gajo que tinha e continuou com o cromo.

 

e) Essa mesma maioria (embora inferior) quando se apercebeu do fdp que tinha, continuou a relação.

 

f) Cerca de metade apercebeu-se logo “do que a casa gastava”.

 

g) Todas sofreram imensamente nas garras dele (e algumas ainda não lidam muito bem com isso).

 

h) A autoestima destas mulheres, ficou seriamente danificada com a passagem deste “furacão nas suas vidas”.

 

i) Apesar disso, a maioria olha para ele, presentemente, com desprezo e até se pergunta como foi capaz de aturar tal coisa.

 

j) Todas acreditaram que com elas ia ser diferente e que ele iria mudar.

 

k) Todas admitem ter tido comportamentos, atitudes e sensações incoerentes com a sua personalidade.

 

l) A maioria garante que não volta a cair noutra (embora haja algumas almas iluminadas que admitem que sim).

 

m) Curiosidade: os fdp costumam ser bons de cama. (tinha de haver alguma coisa lógica, não?!)

 

n) Finalmente: há algumas que têm fdp e ainda não se deram conta… é a fase da negação…

 

 

6º - Análise dos resultados:

 

Há alguns dados lógicos, como a maioria das apanhadas ainda não serem mães e solteiras. Se fossem mães, tinham mais com o que se preocupar e claro que é quando se está sozinha que se fica mais vulnerável a este tipo de gajo.

 

O que me surpreende é a constatação l). Estarão elas tão seguras de não voltarem a cair no embuste de um fdp? Que a pessoa fica calejada, disso não tenho qualquer dúvida, mas daí a garantir que tal não mais irá acontecer é mesmo ter fé absoluta nos seus santinhos. É que estas coisas do amor nunca foram muito racionais, mas OK…

 

As experiências corroboram a hipótese levantada, logo, a hipótese é verdadeira.

 

Para além disso, está cientificamente provado que, na mulher, o instinto maternal é inato.

 

 

7º - Conclusão:

 

Minha amiga: se o seu instinto maternal ainda não foi premiado, siga um conselho: adopte um gato, um cão, um canário, uma criança, uma planta, uma jibóia, se quiser! Mas, nunca, nunca adopte um homem. Acredite que isso não é possível. O homem é um ser ingrato por natureza e o fdp é último grau do egoísmo.

 

Pense nisto: adopte-se a si, em primeiro lugar. Mime-se, acarinhe-se, ame-se. Se o fizer, não lhe faltarão homens que gostem mesmo de si.

 

 

 

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