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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Personalidades: Brigitte Bardot

A atriz, cantora e ativista Brigitte Bardot (mais conhecida como BB) nasceu em França há 80 anos atrás. A sua mente, contudo, sempre esteve muito à frente do seu tempo. Para além da sua evidente e inegável beleza e de ter sido considerada um símbolo sexual nos anos 50 e 60 (seja lá o que isso seja... nunca percebi muito bem este conceito...) mostrou que também possui beleza interior e continua a ser uma ativista a favor dos direitos dos animais.

 A sua faceta irreverente e o seu estilo influenciaram grandemente a moda até aos dias de hoje. Prova disso, por exemplo, Kate Moss a (tentar) personificar a diva.

 Ou as malas Brigitte Bardot, da Lancel, inspiradas nela:

 E poderia acrescentar coisas e pessoas infinitas... A BB foi sempre livre e libertadora sem se deixar sufocar por espartilhos, quer fossem estes peças de roupa ou preconceitos, a ponto de recusar prémios que lhe tinham sido atribuídos.

 A Brigitte Bardot tem também outra qualidade muito rara na sua profissão: soube envelhecer e aceitar as marcas que tal processo traz, recusando terminantemente operações plásticas e afins e não escondendo o seu aspeto.

 Duvido muito que a maioria das atrizes que por aí proliferam tenham algum dia esta coragem: a de, simplesmente, mostrar o passar dos anos na sua beleza.

E para acabar este post, nada melhor que uma das mais conhecidas músicas em que participou:

 

Tendência: chapéus

Já dizia o Vasco Santana que "chapéus há muitos"... e esta estação encontram-se em qualquer loja da moda. Pessoalmente, adoro este acessório. O que costuma acontecer, no entanto, é que os tenho e não os uso. Porquê?! Hum... acho que isso se deve a vários fatores: ou porque não os tenho "à mão de semear" e me esqueço da sua existência, ou porque se andar com um chapéu todo o dia o cabelo acaba por ficar oleoso, ou porque não é hábito português usá-los (sabe-se lá porquê...) e fica toda a gente estarrecida (e ainda se ouvem alguns piropos foleiros à custa disso), ou como não tenho assim tantos não ficam bem com qualquer coisa... a verdade é que é raro sair com um, mas tenho de deixar-me de parvoíces e dar-lhes utilidade.

 

Aqui ficam algumas sugestões:

 

 Parfois: 19,99€

 

Zara: 25,95€

 

Stradivarius: 19,95€

 

Primark: 8€

 

 Mango: 25,99€

 

 Bershka: 17,99€

 

Massimo Dutti: 39,95€

 

Para além destes modelos muitos mais poderão encontrar por aí, a preços diferentes. 'Bora lá dar destaque a este acessório?

Livros: Agatha Christie

 

Quem nunca leu Agatha Christie não sabe o que é um bom mistério, nem conhece Miss Marple, nem Hercule Poirot e o Capitão Hastings, entre tantos outras famosas personagens criadas pela "rainha do crime". Para além disso, fica a perder excelentes oportunidades de "usar as celulazinhas cinzentas" para tentar chegar aos culpados das suas histórias.

 

Felizmente para mim, a minha mãe tinha um respeitável conjunto de títulos desta autora e, mais tarde, fui adquirindo o conjunto completo graças a uma daquelas coleções onde se podem adquirir livros a um preço más módico.

 

Agatha Christie foi uma autora policial inglesa que faleceu em 1976 (com 85 anos) e que nos deixou uma vasta obra deste tipo, que está traduzida em mais de 100 línguas. Foram vendidos mais de 4 biliões de exemplares, só para terem uma ideia do alcance desta escritora. Embora também tenha escrito noutros géneros, foram os seus inteligentes mistérios que a imortalizaram.

 

Foram feitas adaptações das suas obras para peças de teatro, séries, filmes e até jogos de computador. Cá em Portugal passou esta série que se centrava numa das suas personagens mais carismáticas (Hercule Poirot) e que a mim me desiludiu não só porque "os livros são sempre melhores que os filmes ou as séries" mas também porque desde tenra idade que construí uma imagem desta personagem cuja aparência que imaginei não correspondeu ao que vi na série. Imaginava um Poirot mais velho, mais barrigudo, mais galante e com os seus olhos "que brilhavam como os de um gato", como a autora descreve. Mas, enfim, também não está muito mal. (Podia estar pior, a avaliar pelos desastres que vejo de adaptações de outros livros...).

 

Uma das características da escrita de Agatha Christie é basear-se no "conhecimento humano". Com as devidas adaptações, muitas deduções e características que se descrevem ainda se podem observar nos nossos dias. Também serve para nos lembrarmos constantemente de atentarmos aos pormenores e ao que não é coerente.

 

Quando chegamos ao final da história e sabemos quem é o "culpado" (que normalmente não esperamos que seja) sentimo-nos frustrados porque vemos que as pistas nos tinham sido dadas pela autora e que só a nossa "desatenção" fez com que não chegássemos à conclusão que se impunha.

 

Em suma, trata-se de um acervo de livros de leitura fácil, mas que também nos faz pensar. Vale a pena conhecê-los ou revivê-los.