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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

As letras "sui generis" dos GNR

 Os GNR, o nosso adorado e resistente grupo nortenho (com já 30 anos de carreira), lançaram um novo álbum; desta feita, intitularam-no de «Caixa Negra». Se ainda não conhecem, podem ouvir aqui a música que lhe dá nome:

 

 Já ouviram? É que para perceberem bem o que quero dizer no post convém ouvir com atenção, pelo menos, uma das músicas deles. Pode ser esta ou outra qualquer...

 

Já está? E então o que é que acharam?...

 

Hum... É que tirando raras, raríssimas exceções, a minha relação com as canções deles é a seguinte:

Primeiro, ao ouvir pela primeira vez, a pessoa gosta bastante do tema musical (entenda-se a parte instrumental, ritmo, melodia, etc.) e ouve aqui e ali parte da letra e fica a pensar qualquer coisa tipo "grande som", a música está muito gira.

 

No entanto, quando se vai ouvir REALMENTE a letra da música de fio a pavio, entende-se na generalidade o teor da mensagem, mas fica-se com a sensação que aquilo não faz muito sentido.

 

O passo seguinte, é procurar metáforas e outro tipo de recursos estilísticos e tentar decifrar significados ocultos...

 

Depois de bater mal com este processo, chega-se, enfim, à conclusão que aquilo não tem, de facto, muito sentido e parece que no meio do processo de composição da letra foram aleatoriamente ao dicionário buscar as palavras que lhes soassem melhor (e que tivessem alguma rima) nem que, no final, a "coisa" não tenha sentido algum.

 

Discordam?... Ouçam então, por exemplo, "Efectivamente" (ainda tinha "c" nessa altura), "Ana Lee", "Morte ao Sol" (ou quase todas...) e digam lá se nao é a sensação que têm... Até esta nova da "Caixa Negra". Deixam de ser, portanto, excelentes músicas e letras? I don't think so...

 

O que é que prova tudo isto...? Que a música e a poesia não têm de fazer sentido completo, não têm de ser todas "explicadinhas". Ficam alí, sujeitas às interpretações de cada um. E porquê? Ora, meus amigos... Porque a Arte imita a Vida....

Me gusta: «Liftactiv», cuidado retensor antirrugas de olhos da Vichy

 

 Hoje venho falar-vos de um produto que experementei e gostei. É um creme de contorno de olhos da Vichy, mais concretamente o «Liftactiv», "cuidado retensor anti-rugas" (na minha embalagem ainda traz hífen...). Segundo "reza" está indicado para rugas, pálpebras, papos e olheiras e tem efeito "lifting" duradouro. É hipoalergénico e contém água termal da Vichy apaziguante e regenerante. Está adequado para olhos sensíveis e não contém parabenos. Promete, então, ter um efeito retensor de pálpebras e esbater papos e olheiras, graças também a um ativo anti-idade (Rhamnose). A embalagem traz 15 ml.

 

Eu aplico duas vezes por dia em todo o contorno do olho (até às sombrancelhas, olheiras, pálpebras e "pés-de-galinha") com mão leve, do interior para o exterior. Atenção: este produto não é para jovenzinhas; ou por outra, é para jovens a rondar já os 40... :)

 

E resulta?... Tendo em conta que nenhum produto é milagroso e que nunca após a primeira aplicação retrocedemos uns anos no nosso aspeto, posso dizer que este produto cumpre, em geral, o que promete, sem milagres, é certo, mas com a sensação de que papos e olheiras (pelo menos) são atenuados. Não tem cheiro nem aquela consistência "gelosa" e parece que "molhada" de alguns produtos deste tipo, que demoram a secar e que parece que custam a ser absorvidos na pele; ou de outros que quase "congelam" o local, fazendo até lágrimas. Nada disso. Muito natural e, ao que parece, eficaz.

 

Podem comprar, por exemplo, aqui por 22,90€. Ingredientes:

AQUA / WATER - DIMETHICONE - HYDROGENATED POLYISOBUTENE - GLYCERIN - CETYL ALCOHOL - GLYCERYL STEARATE - POLYMETHYL METHACRYLATE - PEG-40 STEARATE - CERA ALBA / BEESWAX - POTASSIUM CETYL PHOSPHATE - STEARIC ACID - STEARYL ALCOHOL - SORBITAN TRISTEARATE - TRIETHANOLAMINE - CAFFEINE - METHYLPARABEN - SILICA - SODIUM BENZOATE - SODIUM DEXTRAN SULFATE - MYRISTYL ALCOHOL - ESCIN - PALMITIC ACID - RHAMNOSE - PHENOXYETHANOL - ADENOSINE - MAGNESIUM ASCORBYL PHOSPHATE - TOCOPHERYL ACETATE - POLOXAMER 338 - ASCORBYL GLUCOSIDE - HYDROLYZED RICE PROTEIN - PENTYLENE GLYCOL

 

«Nelo e Idália» em grande (de novo) na RTP

Um dos meus "bonecos" preferidos regressou à televisão. Herman José e Maria Rueff encarnam novamente Nélio e Idália, um casal muito... diferente... do convencional.

 

Esta sátira é uma das mais inteligentes críticas sociais e retrata a forma como a homofobia leva até os próprios homossexuais a retraírem-se e levarem uma vida falsa, mantendo um casamento com uma pessoa do sexo oposto, o que vai contra a sua própria natureza. Assim, Nelo é um homem sensível, um bocado ignorante e inculto e muito afeminado que, embora nutra uma grande amizade pela sua companheira, não a ama. A personagem tornou-se conhecida por expressões como "paletes de gajas atrás de mim e vai-me sair este.. leite desnatado", "óscares, óscares de gajas atrás de mim e logo me vai sair esta menção honrosa do festival de cinema da porcalhota" ou "granadas de gajas ofensivas atrás de mim e vai-me sair este... foguete de feira... sem cana".

 

Quanto a Idália, é uma mulher que, sendo desinteressante para ele, é bastante culta e inteligente, assim como preocupada e apaixonada pelo seu marido, apesar de ter consciência de que ele é homossexual.

 

Aqui têm um exemplo destes diálogos hilariantes (de outras séries mais antigas):

É de andar aos tombos a rir... E aqui têm o primeiro episódio da nova "série": Have fun!