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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Reeditando "antiques": Livro de cabeceira «O Zahir» de Paulo Coelho

 

O “escritor da moda” mostra-nos, uma vez mais, que, às vezes, o que reluz pode ser oiro. Com o tipo de escrita a que já nos habituou,  linguagem simples, solta e fluida, mas que levanta grandes temas da nossa existência enquanto seres humanos, “O Zahir” gira em volta do amor. O amor conjugal e o “Amor” como força divina, como necessidade primeira da Humanidade.

O caminho que o narrador faz ao perseguir o seu zahir (a sua mulher Esther) leva-o a reconsiderar atitudes, valores e até mesmo crenças.

A leitura deste livro trará ao leitor a oportunidade de também ele questionar aspetos existenciais da sua vida. Aqui ficam alguns excertos para despertar a curiosidade:

 

“Ninguém deve perguntar-se isso: porque estou infeliz? Esta pergunta traz em si o vírus da destruição de tudo. Se o perguntarmos, vamos querer descobrir o que nos faz felizes. Se o que nos faz felizes é diferente daquilo que estamos a viver, ou mudamos de uma vez ou ficamos mais infelizes ainda.”

 

“Tendo muito tempo livre naquele quarto de hospital, fiz uma recapitulação geral da minha vida. Procurei sempre aventura e segurança ao mesmo tempo – embora sabendo que as duas coisas não combinavam entre si. Mesmo tendo a certeza do meu amor por Esther, apaixonava-me com rapidez por outras mulheres, apenas porque o jogo da sedução é o que existe de mais interessante no mundo.

Tinha sabido demonstrar o meu amor pela minha mulher? Talvez durante algum tempo, mas nem sempre. Porquê? Porque achava que não era necessário, ela devia saber, ela não podia pôr em dúvida os meus sentimentos.

Lembro-me de que, há muitos anos, alguém me perguntou o que tinham em comum todas as namoradas que passaram pela minha vida. A resposta foi fácil: EU. E ao perceber isso, vi o tempo que tinha perdido em busca da pessoa certa – as mulheres mudavam, eu permanecia o mesmo e não aproveitava nada do que tínhamos vivido juntos. Tive muitas namoradas, mas fiquei sempre à espera da pessoa certa. Controlei, fui controlado, e as relações não passaram disso – até que chegou Esther e transformou o panorama por completo.”

 

“O acomodador: Existe sempre um acontecimento nas nossas vidas que é responsável pelo facto de termos parado de progredir.

Isto combinava em género, número e grau com os casamentos em geral e com a minha relação com Esther em particular.”

Verniz «Cuckoo for this color» da OPI

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Já confessei por várias vezes neste blogue o meu amor à OPI. É uma das minhas marcas de vernizes preferidas, não só pela qualidade dos produtos, como da panóplia de cores maravilhosas e tão diferentes entre si destes vernizes.

 

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A cor de hoje tem um nome bastante engraçado «Cuckoo for this color» e é assim uma cor entre o azul e o verde, com bastantes reflexos e que, dependendo da incidência da luz se inclina mais para uma ou outra cor.

 

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São necessárias duas camadas para que a cor fique uniforme. Se forem finas, talvez três. Espero que gostem desta sugestão!

 

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Obrigada, Mário Soares!

Independentemente de tudo o que te acusem e das más decisões que também tenhas tomado (os teus longos 92 anos e o facto de seres humano fazem-nos compreender que uma pessoa verdadeira não é uma personagem plana...) escrevo este texto para te agradecer.

 

Se tu e pessoas como tu não tivessem existido e não tivessem lutado pela liberdade de que atualmente gozamos eu nem poderia estar aqui num "espaço público meu" a escrever a minha opinião. Pensando bem... teria opinião...? Ou, com muita sorte, estudaria até à quarta classe e, para fugir da asa dos meus pais, seria obrigada a um casamento onde viviria à mercê do meu marido...?

 

 Poderia ter acesso igualitário à educação, à saúde e à justiça como tenho...(embora com as suas falhas)? Poderia escolher livremente uma religião, eleger um governo e restantes representantes políticos e defender ideias em que acredito...?

 

Existiria...? Ou o meu pai teria perecido numa guerra no ultramar que já estava perdida há muito ou seria considerado um desertor e obrigado a viver no exílio...?

 

Obrigada, Mário Soares pela nossa Liberdade! Pela liberdade que até os que te criticam hoje têm para exprimem a sua opinião também. Parece que não se apercebem que o podem fazer, graças a ti também...

 

Nem tudo foram ou são rosas, é certo... Mas qualquer sociedade que nos permita ter escolhas é melhor do que obrigarem-nos a ser o que não somos.

 

Até sempre, porque fazes parte da nossa História e jamais se apagará a tua chama!

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