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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Saldos: o que os homens sofrem!

Men get bored after just 26 minutes of shopping, and it's most mind-numbing when you're still perusing the racks long after they've finished... or they're hungry

E aí estão os saldos (se isto fosse um vlog ouvir-se-iam sons de campainhas...)! Que maravilha para uns... e que desgraça para outros...

 

Nestas alturas de promoções, saldos, descontos e afins, lá vamos nós, em peregrinação, correr as capelinhas das lojas e, sobretudo, dos shoppings. Todas contentinhas, a ansiar pelo melhor negócio, de carteira mais ou menos recheada, mas sempre com as expetativas elevadas, fazemos autênticas gincanas, andar acima, andar abaixo, para nesta loja e na a seguir também, que pode ter alguma coisa que preste.

 

Algumas de nós, de inspiração "dominatrix", arrastamos atrás esse espécime "namorado" ou "marido", que segue qual animal para o matadouro, mudo e calado (porque se abrir a boca ainda é pior). E é vê-los com ar de sofrimento atroz, pior do que se o seu clube futebolístico preferido perdesse, completamente aniquilados do seu estatudo de macho latino e rebaixados na sua dignidade ao mais alto nível.

 

Nestes dias, limitam-se a carregar com as compras e a seguir fielmente a sua senhora, qual apaixonado das cantigas trovadorescas, vassalo das suas vontades e elogiador de tudo o que ela escolhe, porque já percebeu que se não disser "ámen" a tudo o que ela disser e, se provocar sentimentos de indecisão nas suas vontades, penará o dobro ou o triplo do tempo, porque ela tem que encontrar "o trapo" e não serve qualquer coisa.

 

Também costuma ser útil para ir buscar outros tamanhos ou cores e guardar lugar na fila dos vestiários ou na caixa. 

 

Aos mais sortudos é concedida uma ida rápida à casa de banho (ou para fumar um cigarro), espaço de tempo que estende o mais possível e que aproveita para piscar o olho a uma ou outra catraia que passa, como se se estivesse a vingar da situação em que o colocaram.

 

Também é interessante a reação que têm quando passam por outro espécime da sua condição: regra geral, baixam a cabeça e fazem de conta que nem se enxergam. Parece uma espécie de contrato de silêncio, com exceção dos que se conhecem, claro, estes aproveitam para carpir as suas mágoas, enquanto as mulheres apresentam uma à outra o espólio já adquirido, numa concorrência (des)leal.

 

Quando, por fim, se vêem livres de tudo aquilo ainda têm que ouvir o resto do dia (noite...?) a mulher a falar com entusiasmo épico de cada uma das niquices que comprou e concordar enfaticamente (mais que não seja, com acenos de cabeça ou grunhidos) que foram ótimas compras.

 

Homem sofre!!!! :)

(imagem: https://www.dailymail.co.uk/femail/article-2356781/Men-bored-just-26-MINUTES-shopping--women-2-hours.html)

 

Cinema e pipocas: combinação demoníaca

popcorn.jpg

Quem é que não gosta de ver um bom filme? Eu adoro cinema, o que não significa necessariamente que gosto de ir ao cinema. São coisas muito distintas, ora vejamos porquê...

 

Antigamente, antes da Netflix e afins, antes do aluguer de filmes através da operadora, antes do Blu-ray, antes do DVD e antes das cassetes de vídeo em formato VHS (sim, eu passei por essas fases todas...) ver cinema e ir ao cinema eram sinónimos, porque o único sítio onde se podiam ver filmes (tirando o ranço que dava na televisão pública que se limitava ao Canal 1 e Canal 2), era, efetivamente, no cinema.

 

No entanto, graças à dita cuja evolução tecnológica, já existem várias opções para não nos deslocarmos a um cinema para vermos um filme e ainda bem! Digo ainda bem, porque, lamentavelmente, o conceito de cinema também evoluiu.

 

Antes, íamos ao cinema para ver um filme (quanto muito, acrescentávamos o namoriscar). Era algo quase solene. E, claro, havia respeito e SILÊNCIO.

 

Hoje em dia, antes de entrarmos, somos logo bombardeados com um arsenal de comida e bebida. Antes, eram só as pipocas e os sumos. Agora, até temos hamburgueres e cachorros e sabe-se lá mais o quê...

 

Voltando ao início do post, acho que já perceberam porque evito ir ao cinema. Cada vez que lá vou, venho em stress, porque me chateio quase sempre. Ou são as amiguinhas que não se calam a comentar o filme, ou o telemóvel do tipo do lado que toca, fazendo luz e barulho (e ele ainda tem a distinta lata de atender...), ou o que já viu o filme e está a contar, ou o cheiro incomodativo a comida, ou então...

 

...aquele barulho da mão a chafurdar no balde das pipocas, como se procurassem às cegas uma pipoca em específico (Por que o fazem? Não são todas iguais?!...) e depois o "crunch, crunch, crunch" a mascar de boca aberta as pipocas. Nada incomodativo, não senhor. Especialmente, se for a meio de qualquer cena dramática sem muito som. Aquele ruminar...

 

E claro, para atar os molhos, pega-se no balde de bebida (gaseificada, para ser mais potente) e sorve-se como se fosse um papa-formigas, especialmente no final da bebida, aquele barulinho maravilhoso, onde agitam o que resta das pedras de gelo, para melhor banda sonora. Com sorte, no final ainda somos bafejados (sim, porque também tem cheiro se estivermos ao lado) com um sonoro arroto. Fantástico!

 

Portanto, é com grande sacrifício que me arrasto até ao cimena e apenas para ver filmes com grandes efeitos especiais (como, «Star Wars», ou afins), porque, de resto, prefiro o conforto do meu sofá, o silêncio da minha sala e o respeito ao filme.

 

Imagem retirada de: http://www.c7nema.net/fun-geek-gossip/item/40151-comer-pipocas-no-cinema-torna-espectadores-imunes-a-publicidade.html

Feliz Ano Novo!!!!

 

Não querendo repetir todas as tretas que se dizem nesta altura, como se houvesse realmente um hiato entre o 31 de dezembro e o dia seguinte, a verdade é que pode, de facto, haver. Pode existir uma mudança real neste dia, como poderia acontecer noutro dia qualquer do ano, se se estiver disposto a isso.

 

É tudo uma questão de mentalização e de um culminar de um processo que tem de começar bem antes. Se a pessoa, de verdade, quiser alterar alguns comportamentos na sua vida, antes de mais, deve identificá-los. Às vezes, não nos sentimos bem, mas acabamos por culpar outros fatores (ou até pessoas) pelo que sentimos. Saber o que está, na verdade, errado é fulcral para a sua resolução.

 

Claro que a coragem para nos posicionarmos perante o desafio é outro fator preponderante. Mudar requer muito trabalho, dor e preserverança e acaba por ser mais cómodo, a maior parte das vezes, deixar tudo como está, mesmo que saibamos que não é o melhor para nós.

 

Mas, se realmente já passou para a fase seguinte, quem sabe se este dia, até pelo seu simbolismo, não pode ser mesmo "O DIA D"? Se é o seu caso, vá em frente e seja (mais) feliz!

 

Um excelente ano a todos!

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