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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Séries na Netflix sobre a vida de Pablo Escobar e afins

 

Confesso que sou uma viciada em Netflix. Adoro alapar-me confortavelmente no meu sofá a ver séries de enfiada, sem intervalos e sem ter de esperar até ao próximo capítulo. Antes isso que andar viciada na "blanquita"...

 

Falando em "blanquita", tenho devorado tudo o que tem aparecido sobre a vida desta personagem e afins. A primeira série que vi foi "Narcos", que adorei. Aqui fica o trailer:

 

 

 

Como já devem ter percebido, baseia-se na história verdadeira de Pablo Emilio Escobar Gaviria e seus comparsas. Na terceira série, que será lançada em setembro, a saga de "narcos" continua depois da morte de Escobar.

 

Pablo Escobar foi o mais famoso dos narcotraficantes colombianos, chegando a ser um dos homens mais ricos do mundo do seu tempo. A corrupção na Colômbia era tão grande que os tentáculos das máfias traficantes chegavam a todos as altas esferas da sociedade, inclusivamente, as governamentais. Os poucos que tinham coragem para os enfrentar foram sendo dizimados brutalmente pelos seus "sicários". Escobar foi o responsável por milhares de mortos (inclusive de vários atentados terrroristas). Fez alianças com os guerrilheiros, os paramilitares, outros cartéis e até com a ETA basca.

 

Há outra série na Netflix mais focalizada nele. É esta:

 

 

 

Um dos seus mais leais sicários foi J. J. conhecido como "Popeye", que sozinho deu conta de 300 pessoas (incluindo a sua namorada) e participou em milhares de outras mortes. Hoje em dia com 55 anos de idade e já livre da sua pena de 23 anos que cumpriu, escreveu um livro "Sobreviviendo a Pablo Escobar" em que se baseia a série com esse nome da Netflix. Esta conta a sua história de como sobreviveu depois da morte de "El patrón" na cadeia.

 

 

Para além destas séries ficcionadas, também poderão encontrar um documentário mais objetivo e muita coisa há por aí que poderão encontrar na Internet, para além de livros e filmes.

 

O nível da corrupção, a astúcia e a frieza destes personagens dá para ajudar a perceber o que se vai passando por aí e que nem fazemos ideia... Uma coisa é certa: a vida humana vale muito pouco para uma sociedade que continua altamente desnivelada económica e socialmente e para quem o dinheiro compra tudo e todos, inclusive quem deveria proteger os cidadãos em primeiro lugar. Para refletir...

 

 

Séries: «Las chicas del cable»

 

Acabei de ver recentemente a primeira temporada desta série, com muita pena minha com somente oito episódios. No entanto, uma segunda temporada foi já anunciada. Trata-se da primeira série original da Netflix produzida em Espanha: «Las chicas del cable».

 

 

É uma série de época protagonizada por Blanca Suárez, Ana Fernández, Maggie Civantos e Nadia de Santiago.

 

Passa-se nos anos vinte de Madrid, mais concretamente em 1928, à volta da vida de quatro jovens mulheres que trabalham na moderna companhia telefónica como telefonistas, numa altura em que estas eram necessárias para fazer uma ligação telefónica. Por isso é que são "as raparigas do cabo".

 

 

A série faz um bom aproveitamento histórico cultural utilizando, quando possível, os locais verdadeiros onde se passa a ação na bem conservada Madrid atual que trata muito bem dos seus edifícios históricos. No entanto, embora o faça não gira à sua volta. O enfoque é dado às vivências pessoais das personagens que "aproveitam" (por assim dizer) o contexto em que estão inseridas.

 

A opressão das mulheres e a política também está sempre presente na história que, claro, também tem uma história de amor. Ao longo da trama, cada uma destas mulheres, à sua maneira, busca uma forma de se libertar de vários tipos de coisas ou pessoas, sejam elas um pai opressor, um marido traidor e violento e o machismo que caracterizava a sociedade da altura (tanto no trabalho como em casa) ou mesmo as lembranças de um passado irrepetível (entre outros).

 

Abordam-se também temas mais polémicos, como a homossexualidade e o amor a três.

 

«Las chicas del cable» conta, ainda, com humorismo, especialmente nas personagens de Pablo e Marga .

 

A única coisa que não percebi muito bem foi a razão da banda sonora estar descontextualizada da época com versões de músicas mais tecno e em inglês. Era escusado e corta um pouco a aproximação à história.

 

 

Por ser Dia da Criança... 5 séries da minha infância

 Como hoje é Dia da Criança, lembrei-me de ir ao baú e desencantar algumas das séries que eu via quando era mais pequenina. Não é que eu tenha crescido muito desde aí... (ainda bem...).

 

Bani e Flapi foi a minha série de eleição. Eu devia ter uns 4 ou 5 anitos e até tive a caderneta de cromos (a única que completei até hoje... obrigada, pais...) e ainda hoje tenho o disco em vinil com a música.

 

 

 "Bana e Flapi" é um anime de 1979, produzido pela Nippon Animation. A série foi inspirada no livro "Bannertail: The Story of Grey Squirrel " de Ernest Thompson Seton, publicado em 1922.

Na parte este dos E.U.A. vivia um esquilinho chamado Bana. Ele vivia na floresta com a sua família. Com a chegada da colonização houve um inevitável corte de árvores. O carvalho onde Bana vivia com a sua família foi cortado e assim perdeu a sua família.
Bana foi recolhido por um rapaz que o levou para a sua quinta e o deixou ao cuidado duma gata, que o criou.
Um dia deflagrou um incêndio na quinta e Bana foi salvo pela sua mãe gata da qual se separou na confusão.
Bana voltou ao bosque de onde viera e aí, graças aos conhecimentos adquiridos pelos homens, salvou os seu amigos dos perigos dos caçadores e de animais ferozes.
Conheceu também outros animais, como Flapi, o seu amigo Cleto, a Doninha, o Picapau, o avozinho Mocho, os divertidos ratinhos Não e Nem e muitos outros amigos.

A série estreou em Portugal em 1980. Aqui fica o genérico, cantado pelo Armando Gama:
 

 

 E como não falar do Sítio do Picapau Amarelo?...

 

 

O cenário principal é um "sítio", batizado com o nome de Picapau Amarelo, de onde vem o título da série, onde mora Dona Benta, uma velha de mais de sessenta anos que vive em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho como todos dizem e a empregada Tia Nastácia. Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada Emília, feita por Tia Nastácia. Em um dos capítulos de Reinações de Narizinho, Emília começa a falar graças á pílula falante do Doutor Caramujo, um médico afamado do Reino das águas claras, um palácio que fica no fundo do ribeirão do sítio. Durante as férias escolares, Pedrinho, primo de Narizinho, passa uma temporada de aventuras no Sítio. Juntos, eles desfrutam de aventuras explorando fantasia, descoberta e aprendizagem. Em várias ocasiões, eles deixam o sítio para explorar outros mundos, como a Terra do Nunca, a mitológica Grécia Antiga, um mundo subaquático conhecido como Reino das Águas Claras, e o espaço exterior.

 

 

De seguida, apresento A Corrida Mais Louca do Mundo.

 Foi um dos melhores produtos dos estúdios Hanna-Barbera, com um grande sentido de humor e personagens muito carismáticas.
William Hanna e Joseph Barbera basearam-se no filme de Blake Edwards, "The Great Race", para criarem este desenho animado onde um grupo de personagens diferentes competia para vencerem cada etapa numa corrida onde tudo era permitido, e onde uma dupla se destacava, a do Dick Detestável (ou Vigarista no Brasil) e o seu cão Mutley (conhecido pelo seu riso) que faziam todo o tipo de trafulhices para vencerem.
 A série foi transmitida em Portugal pela RTP em 1985 na sua versão original legendada em Português.

 

Tinha de falar também na Abelha Maia, certo? Cujo disco também cá anda em casa, cantado pela Ágata e pelo Tozé Brito.

 

 

Maia é uma jovem abelha corajosa, divertida e curiosa. Após o seu nascimento, Maia e as outras jovens abelhas vão à escola para aprender todos os deveres e perigos das abelhas. Mas Maia só pensa em explorar a floresta e conhecer todos os seus habitantes e segredos. Apesar dos avisos da Professora Cassandra, Maia abandona a Colmeia para ir à descoberta da floresta na companhia do seu melhor amigo Willy. As aventuras de Maia são seguidas pelo gafanhoto Flip, pronto a ajudar.

A série estreou na RTP em 1978 com dobragem portuguesa. A segunda série passou na RTP no inicio dos anos 80, também com dobragem portuguesa.

 

 

E, por último... Tom Sawyer.

 

É uma série japonesa que foi introduzida em Portugal em 1986.

Tom Sawyer é um rapaz do campo, muito traquinas, que vive em casa da tia Polly, com o irmão Sid e a prima Mary. É com o seu melhor amigo, Huckleberry Finn, um rapaz pobre e preguiçoso, que Tom partilha as suas maiores aventuras. Os dois perseguem javalis, brincam aos piratas no Rio Mississipi, e estão constantemente a pregar partidas. No meio de tanta agitação, ainda têm tempo para namoros, conhecer o perigoso Joe o Índio, e procurar um tesouro perdido. Baseado no romance de Mark Twain, As Aventuras de Tom Sawyer estão cheias de emoção, amizade e diversão. (Há ainda alguma coisa de Tom Sawyer em mim...).

 

 

E aí estão cinco magníficas séries que vão ajudar a relembrar a criança que há em cada um de nós... Feliz dia!

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