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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

A paixão da leitura (e da escrita): sentimentos a (re)construir nos nossos dias

Mesmo quando ainda não sabia ler nem escrever, aquele objeto retangular cheio de folhas com borrões pretos já me despertava a curiosidade. Ao que parecia, chamava-se "livro". Pelo que me explicaram, tinha histórias dentro dele. Uau!!!!!

 

Desde pequenina que me pelava por uma boa história. Se queriam que comesse ou dormisse em condições, já sabiam qual o remédio a aplicar: contar-me uma que me interessasse. Quando gostava muito de uma, massacrava o contador para ma contar vezes sem conta e, como as minhas preferidas eram as inventadas, o desgraçado do contador ou da contadora bem tinha de a memorizar, porque eu atentava nos pormenores e armava um berreiro se fugisse daquilo que eu me lembrava.

 

Quando cheguei à escola e aprendi a ler aqueles borrões negros foi como se o universo se tivesse aberto para mim. E foi mesmo. A minha professora primária, mal começámos a saber ler, levou-nos à biblioteca e fez-nos sócios. Todas as semanas lá íamos e de todas as vezes eu trazia o limite de livros permitidos.

 

Por outro lado, obrigáva-nos a escrever muitas composições. Isto ajudou-me a aprender a escrever, a ser criativa, a compreender melhor as pessoas e as coisas e a explorar o incrível mundo das palavras.

 

Quando cresci mais um bocadinho, passei a ter gosto em ter os meus próprios livros. É uma sensação fantástica "desvirginar" um livro. Observar a capa e a contracapa, ver o título e imaginar de que trata, abri-lo e ir descobrindo os seus segredos...

 

Na escrita ocorre algo semelhante: ir construindo uma história, um relato ou seja lá o que for que seja só nosso. Perdi a conta aos diários que enchi até aos meus 17/18 anos. Relê-los é repescar uma parte de mim.

 

Infelizmente, hoje em dia, os nossos jovens não gostam de ler e muito menos de escrever! É "uma seca". Não percebo porquê... mas tudo leva a crer que não foram devidamente estimulados para tal. Nunca percebi esta aversão à leitura, porque nos permite viajar, ter sentimentos diferentes dos nossos, viver outras vidas e dimensões, adquirir conhecimentos e destrezas, sonhar... e tantas outras coisas!

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