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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Músicas da minha vida

 

Há um programa na TSF em que personalidades convidadas apresentam a "banda sonora" da sua vida. Por vezes, oiço este programa que, regra geral, costuma ser interessante. A pessoa escolhida faz uma breve introdução sobre a música que vamos escutar, explicando as razões de eleição daquela canção. Muitas vezes, e como o programa não é eterno, escolhe-se apenas uma música de um artista ou banda para representar todo o conjunto de canções. Há razões pessoais, históricas, políticas, sentimentais, profissionais e outras coisas mais para a escolha de cada uma delas.

 

Mas, às vezes, pergunto-me: "Será que esta escolha é real ou, tendo em conta que se tratam de pessoas que estão na ribalta, não haverá por aqui também algum marketing nestas eleições..."? Por exemplo, se a personalidade escolhida fosse o Passos Coelho, não estaria a vê-lo assumir que gostava das Doce (embora tenha sido casado com uma das suas integrantes...) ou o Paulo Portas dizer que gostava da pimbalhada (embora tenha passado toda a campanha eleitoral nos bailaricos...)...

 

Presunções à parte, e como sou uma ilustre desconhecida, resolvi pensar sobre o assunto da minha prespetiva. Tendo em conta que o programa demora cerca de uma hora, decidi escolher 10 músicas que tenham a ver com a minha vida. Ora, limitar a minha "banda sonora" a só 10 músicas é algo muuuuiiiiiiiiiitooooooooooo complicado de fazer. Só da década de 80 e 90 são músicas às paletes... Como também resolvi escrever este artigo agora, sem andar a "dormir sobre o assunto" também é muito provável que descarte alguma muito, muito importante. Mas, paciência. Isto também não é o tratado de Tordesilhas...

 

Também é inegável que as memórias que elegemos dependem sempre do estado de espírito atual. Por exemplo, se eu estivesse apaixonadíssima era natural que fosse buscar músicas relacionadas com o aspeto amoroso (ou se estivesse com "dor de corno..."). Creio que ando, neste momento, naquele estado de espírito "nim". O que nem aquece, nem arrefece, que nem é água, nem vinho. Assim um bocado indiferente. Vamos a ver que memórias me vêm assim...

 

 Ora, claro que, indo buscar uma música da minha infância, não haveria outra que a Abelha Maia, cantada pela Ágata e o Tozé Brito. Apesar de a minha série de infância preferida ter sido a «Bana e Flapi» (da qual completei a caderneta totalmente - obrigada papá), a música que ficou foi esta, sem dúvida. Ouvi-la, dá vontade de saltitar de flor em flor como a Maia. :)

 

Entretanto, na minha infância/ adolescência ouvi muita música clássica, não só porque andava no ballet, como porque andava na música e tinha uma amiga que fez o conservatório (e hoje em dia dá aulas e é reconhecida nessa área). Então, passava horas a ouvir os ensaios ou os devaneios dela. Mas não vou pôr aqui nenhuma específica.

 

 

Durante a minha adolescência começaram a bombar os grandes nomes da pop. Artistas e grupos musicais, com os seus estilos arrojados e desafiadores ao conservadorismo da sociedade. A mais importante para mim...? A ainda rainha da pop: Madonna. A única que desde a década de 80 do século XX consegue estar sempre em cima, graças à sua capacidade de reinvenção permanente. A primeira vez que vi este vídeoclip fiquei vidrada e nunca mais despeguei. God save the queen!

 

 

Juntamente veio o meu amor ao "Génio de Minneapolis" Prince, menos conhecido destas gerações mais novas. Esta música é um dos clássicos deste artista completo. Muito apropriado àquela fase de revolta contra o mundo e "síndrome do incompreendido", típica da fase da adolescência. Aquele sentimento de "alone in a world so cold"... Mas ao menos, eu fui uma adolescente revoltada com bom gosto musical. :)

 

 

E quem é que nos entendia nesta altura...? Claro! Só as nossas queridas amigas. Eu fui abençoada com algumas que ficaram para a vida e passei (e ainda passo) muitas boas noites (e dias) de diversão com elas!

 

 

E depois, chegámos aos noventas e chegam estes novos ritmos ouvidos aos altos berros nos intervalos das aulas. A associação de estudantes da minha escola era exímia em "dar-nos" música... Nessa altura, também proliferavam as discotecas particulares. Aqui havia várias e as faltas eram meticulosamente contabilizadas para não faltarmos às festas... nem chumbarmos de ano... E claro, havia as abençoadas (e bem precisas) horas livres para estarmos com os nossos amigos, irmos a festas e... fazermos asneiras, pois claro!

 

 

E chegamos àquela que é A MÚSICA. Todos têm uma. A minha é esta. Embora fosse mais antiga, só a ouvi já jovem, embora tenha sido banda sonora do filme «Streets of Fire» onde assistimos a um novíssimo Willem Dafoe...

 

Digo que é a canção da minha vida porque reúne um conjunto de razões: o ritmo, que me faz dançar que nem uma louca, a letra que apela à evasão da bestialidade do marasmo e à fruição do momento... e claro... tenho uma história meio louca ligada a esta música e à paixão da minha vida (a primeira, inigualável e imortal).

 

É inevitável: posso ouvir esta música 789000000000 milhões de vezes que a minha adrenalina vai sempre disparar...

 

E com as paixões, vieram, obviamente, as dores de corno, as desilusões e os amores não correspondidos. Muita musiquinha triste ouvi eu... Claro que este é um clássico de uma das minhas bandas favoritas, mas é apenas um exemplo que escolhi dos INXS porque também ouvi/ ouço muita coisa deles.

 

 

E com a universidade vieram novas festas, novos amigos, outros sítios onde passar as férias e muita, muita festa. Esta música faz-me sempre lembrar festa. Apenas isso. Pura diversão. :)

 

 

Com a universidade e novos conhecimentos vieram também novos (antigos) gostos musicais. Tive a sorte de estudar num sítio onde havia discotecas e bares que passavam boa música e não apenas "a da moda". E claro, também existiram outros amores... A letra desta música é simplesmente divina. É a pura entrega.

 

 

Outra música que vem desses tempos e que ficou até hoje é esta. Sempre que a oiço sinto-me feliz (especialmente se estiver apaixonada). Sentir esta música é acreditar que é sempre possível recomeçar.

 

E pronto... esgotei as 10 músicas... Eu não disse que não ia chegar...?

 

E as vossas? Qual é "aquela" música e por quê?

 

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