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Brega & Chique

Este é um blogue de uma mulher portuguesa com todas as (f)utilidades inerentes a essa condição...

Pai Natal versus Menino Jesus

 

O Natal está mesmo aí a chegar e é impossível não se dar conta disso. Por muito que não se queira saber ou até se for de uma religião que não se coadune com a época natalícia, as luzes, as músicas, a correria aos presentes, doces, chocolates e afins desta sociedade consumista gritam que é Natal.

 

Quando era pequena cheguei a acreditar no Pai Natal por algum tempo, graças às artimanhas dos meus pais, embora só o visse pela televisão porque não havia a vulgarização da figura que hoje existe e que permite que em qualquer esquina se tope com o homem das barbas brancas, mesmo que esteja a fumar um cigarro ou a praguejar, como qualquer um...

 

Acreditava apenas porque os meus pais diziam e ele lá aparecia na TV na sua casinha do polo Norte a preparar o seu trenó e as suas renas para a viagem mágica. E havia os presentes que apareciam inusitadamente no sapatinho, claro. Toda a gente deixava um sapato ou um chinelo na lareira por onde o velhote desceria para cumprir a sua missão, na noite de 24 para 25.

 

Até que... aos seis anos, a minha prima mais nova (mas mais expedita e desconfiada que eu) apanhou em flagrante delito o verdadeiro responsável pelos presentes e me provocou, inadvertidamente, o primeiro grande desgosto da minha vida: o Pai Natal não existia e, pior que isso, os meus pais tinham-me enganado! Nunca mais confiei neles a 100%...

 

Contudo, a minha avó tentou remediar a situação. Ela nunca alinhara bem na história do Pai Natal, portanto, era mais confiável. Ela dizia que era o Menino Jesus o verdadeiro responsável pelas prendas porque o Natal era a celebração do seu nascimento, embora tivesse vindo ao mundo para nos salvar pela sua condenação. Fiquei confusa, mas a minha avó, com muita calma explicou-me que se os meus pais conseguiam dar-me presentes era porque Jesus e Deus lhes davam faculdades para isso e faziam com que conseguissem ter trabalho e saúde.

 

A coisa fez mais sentido para mim, confesso, do que vir um barbas do polo Norte montado numas renas esvoaçantes, conseguindo numa só noite distribuir presentes em todo o mundo e passando pela chaminé com aquela pança.

 

Mesmo assim, havia magia nesses dias e durante o tempo em que os meus pais ainda estiveram juntos, porque, embora soubéssemos que cada um comprava as prendas dos outros (instruídos por Jesus ou não), continuámos a deixar os sapatinhos e vínhamos de noite, quando os outros estavam a dormir, pôr as prendas. Dependendo de quem ia primeiro deixar a sua parte, podíamos já ver algumas já postas e íamos para a cama imaginar no que seria. E esperávamos, até à manhã do dia 25 para as abrir em conjunto. O primeiro que acordasse dava o sinal de "alvorada".

 

Agora, as coisas já são muito diferentes. Perdeu-se a magia e esse ritual de que me recordo com nostalgia. Mas, se estamos vivos e com saúde, é porque o Menino Jesus está a fazer a parte dele. Afinal, a minha avó tinha mesmo razão... Feliz Natal a todos!

Os gatos e a árvore de Natal

 

Já fizeram a vossa árvore de Natal deste ano?... Hoje, lá arranjei um tempinho para a fazer. Mas, para quem tem gatos como eu, não vale a pena estar com muitos preciosismos porque já se sabe o que acaba por suceder...

 

 

Embora já tenha sido pior (com a idade, os gatos tendem a habituar-se "àquela coisa" e já não dão o destaque anterior), confesso que continuo a fazer a árvore principalmente para a minha gata. Com tanto adorno de Natal por aí fora e como não passo a consoada na minha casa, era menos uns euros que dava à EDP e umas horas de trabalho que poupava em fazer e depois desfazer a dita cuja, mas...

 

 

Não posso perder o olhar petrificado dela a olhar para as luzinhas a piscar, os fios reluzentes e as bolinhas brilhantes que caem à mínima patada e servem como bolas de futebol. Antes de a armar já ela anda de roda dos caixotes a enfiar o focinho, como curiosa que é. Depois, adora mordiscar os arrancos da árvore que já denotam algumas peladas.

 

 

Na parte de colocar os fios, começa a sério a brincadeira com a perseguição daquelas cobras brilhantes que ficam agarradas à árvore em tom desafiante para ela. Nos últimos anos, têm sido os presentes os maiores sofredores. Todas as minhas prendas vão tendo embrulhos originais, especialmente na parte dos laços que passam pela minha designer pessoal que os crava de furinhos muito fashion com os seus belos dentinhos.

 

 

Contudo, caríssimos, já foi bem pior... Já cheguei a ter a árvore presa num balde de areia (triste ideia porque quando caiu ficou a areia misturada com tudo...), presa ao teto, acima do chão, em cantos opostos, com uma espécie de barreira e sei lá mais o quê. Já tive gatos dentro da árvore em todas as posições: só por dentro, em baixo, a meio ou até ao topo (foi nessa altura que a prendi ao teto porque estava sempre a cair...); a trepar por ramo ou pelo pau de dentro. Bolas e enfeites estragados incontáveis (bolas de vidro, nunca mais...). Até luzes! Presentes espalhados pela casa e fios reluzentes até no quarto!

 

 

Em suma, já vou na terceira árvore comprada, mas não desisto! E sabem porquê? Porque adoro ver aquela expressão de deslumbre e o ar de traquina dos meus bichanos e é por isso que continuo a fazê-la ano após ano. Afinal de contas, o Natal é apenas uma vez por ano e nunca sabemos qual será o último...

 

 

10 sugestões de «calendar adventer»

 

Os «calendários de advento», como o próprio nome indica, fazem a contagem até ao Natal dos dias do advento. Costumam iniciar-se a 1 de dezembro, embora alguns possam incluir ainda alguns dias de novembro. Começou a ser usado pelos Luteranos alemães nos séculos XIX e XX, mas depois passou para outras religiões cristãs.

 

Apresentam ilustrações e formas diferentes, com pequenas caixas incorporadas que contêm pequenos objetos. Para ter acesso a estes itens é preciso abrir a janela(s) do respetivo dia. Portanto, é suposto só abrir uma janela de cada vez. Hum... (não sei se toda a gente aguenta). Originalmente, estas janelas abertas mostravam poemas, desenhos ou uma parte de uma história que ia sendo desvendada.

 

Mas, como estamos no natal do consumismo e já começamos a ser bombardeados com anúncios natalícios e coisas giríssimas que apetece comprar, vou falar dos calendários de advento de produtos de cosmética que, normalmente, no seu todo, acabam por ter um preço mais convidativo que se comprássemos os produtos isoladamente. Alguns, até têm produtos criados só para a época.

 

Aqui ficam algumas sugestões já disponíveis (ou quase) e respetivos preços. Podem começar a babar!

 

Ritual cosmetics: 59,90€ (valorizado em 115€) aqui.

 

L'Occitane: 99€ (valor 131€) aqui.

 

Body Shop: 140 € (valor 254,5€). Este é o mais caro. Têm mais baratos. Aqui.

 

Nyx: 55€ aqui.

 

 Lookfantastic: 95€ (valor superior a 300€) aqui.

 

Douglas: 19,95€ aqui.

 

Ciaté: 58,95€ aqui.

 

House of fraser: 20£ aqui.

 

Clarins: 60£ aqui.

 

Makeup Revolution: 35,99€ aqui.

 

 

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